ECONOMIA
Por que o mercado reage às eleições antes da mudança na economia?
O sistema registrou movimento caloroso no primeiro turno das eleições; entenda por quê


Antes mesmo da chegada do segundo turno das Eleições de 2026, no dia 25 de outubro, não é somente as campanhas e passeatas eleitorais que estão ganhando movimento caloroso no Brasil, o mercado financeiro também.
O movimento mais fervoroso do sistema que concentra negociação de títulos, moedas, ações, derivativos e mercadorias foi registrado após a divulgação do resultado do primeiro turno das eleições, quando Flávio Bolsonaro teve 47.03% dos votos e Lula, 45.16%.
Primeiro turno e aceleração na bolsa
No dia seguinte ao primeiro turno das eleições de 2026, dia 5 de outubro, o dólar ficou abaixo da casa dos R$ 5, o menor patamar desde maio. Enquanto isso, o Ibovespa avançou quase 8% e ultrapassou pela primeira vez os 200 mil pontos.
O movimento de rali (forte queda do dólar e alta da bolsa), no mercado financeiro, registrou uma leve alta, mas se manteve estável até a última quarta-feira, 7, quando a moeda norte-americana se ajustou a R$ 5,016 (-0,83%).
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Isso não significa que a economia tenha mudado da noite para o dia, mas que bancos, fundos e investidores passaram a reavaliar suas expectativas para os próximos anos.
Por que eleições mexem tanto com o mercado?
O mercado financeiro reage não apenas ao que acontece no presente, mas também ao que pode acontecer. Por isso, pesquisas, declarações e resultados eleitorais podem provocar oscilações nos preços de ações, moedas e juros. O cenário internacional e os movimentos de entrada e saída de recursos do país também influenciam.
Essas oscilações refletem as expectativas do mercado, mas não revelam, por si só, a situação da economia. Para entender os possíveis efeitos de cada cenário sobre a população, é preciso considerar também indicadores como emprego, renda, preços e benefícios sociais.


