EDUCAÇÃO
Escola quilombola inaugura Laboratório Maker em Cachoeira
Espaço une ciência, tecnologia e protagonismo estudantil na aprendizagem


Um espaço voltado à criação, experimentação e prototipagem passou a integrar a Escola Otávio Pereira, localizada na comunidade quilombola de Tabuleiro da Vitória, em Cachoeira, no recôncavo baiano. O Laboratório Makeroferecerá oficinas e equipamentos que permitirão aos estudantes transformar ideias em projetos concretos.
A proposta é incentivar a aprendizagem prática, estimulando a criatividade, a inovação e o protagonismo estudantil. Com o uso de tecnologias modernas, os alunos deixam de ser apenas receptores de conhecimento para se tornarem criadores e multiplicadores dos saberes adquiridos.
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De acordo com o coordenador do programa Mais Ciência nas Escolas, Romilson da Silva Souza, da Fiocruz Bahia e responsável pelo Núcleo de Equidade de Gênero e Raça, o laboratório está fundamentado em uma proposta de educação científica inclusiva.
“Trata-se de um laboratório que estimula estudantes e professores a praticar ciências na escola, pensando a educação integral através da tecnologia da informação, com base no socioeducacional, socioespiritual, socioemocional, sociopolítico e sociocientífico, tendo Cachoeira como uma região estratégica do Recôncavo, por sua diversidade e pluralidade das experiências e histórias. O laboratório pretende dialogar com a interdisciplinaridade da ciência, tecnologia, inovação e os territórios escolares, pensando em uma educação de forma interessante, abrangente e acolhedora”, disse.
O professor Gabriel Ávila, da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), coordenador do programa Mais Ciência nas Escolas no Recôncavo e integrante da Rede STEAM Bahia - formada por nove instituições de ensino superior e coordenada pelo IFBA -, destacou que o Laboratório Maker foi concebido para aproximar os estudantes da produção científica por meio da prática.
“O programa coloca à disposição das escolas impressoras 3D, equipamentos de fabricação digital, robótica, computação e outros, para investir não apenas nos saberes científicos escolares, mas também na criatividade tecnológica, nos usos éticos da tecnologia e em uma visão mais participativa e ativa dos estudantes na produção de conhecimento, dando aos estudantes o protagonismo da construção de sua própria história,” afirmou.

A secretária municipal de Educação, Adriana Lima, ressaltou que a implantação de um Laboratório Maker em uma escola quilombola representa um importante avanço ao integrar tecnologia, cultura e valorização dos saberes tradicionais. “O Lab Maker torna-se um lugar de solução real, com o empoderamento dos jovens. O estudante quilombola passa a ser quem programa, imprime em 3D, edita vídeo, cria projetos, integrando cultura quilombola e tecnologia”.


