ELEIÇÕES 2026
Após polêmica, Flávio Bolsonaro explica fala sobre “Brasil de Jesus”
Explicação ocorre em meio à crise envolvendo Nossa Senhora Aparecida



A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) afirmou na segunda-feira, 28, que a declaração do candidato de que “o Brasil será de Jesus Cristo”, feita em agosto, se referia a uma oração que ele pretende fazer antes da leitura do termo de posse, caso seja eleito presidente da República.
A explicação foi divulgada em meio à crise provocada pela notícia falsa que associou Flávio a uma proposta para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.
Segundo a campanha, Flávio faria a oração como um gesto simbólico de agradecimento e como pedido de proteção e bênção para todos os brasileiros.
“Flávio fará uma oração antes de ler o termo de posse quando assumir a Presidência entregando o Brasil a Jesus Cristo, numa ação simbólica de agradecimento e também como um pedido de proteção e benção para todos os brasileiros”, diz a nota.
A declaração de agosto voltou a ser discutida depois que adversários passaram a resgatá-la no contexto da polêmica envolvendo Nossa Senhora Aparecida.
Na ocasião, Flávio afirmou que, se eleito, um de seus primeiros atos seria “decretar que o Brasil é do Senhor Jesus”.
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Caso Nossa Senhora Aparecida chega ao STF
O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou na semana passada a retirada das publicações que relacionavam Flávio Bolsonaro ao caso de Nossa Senhora Aparecida.
Para o ministro, o conteúdo configurava desinformação com potencial de impacto eleitoral.
Logo depois, na segunda-feira, 28, o caso chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) após a defesa do humorista Antônio Tabet contestar a decisão de Mendonça.
O ministro Flávio Dino, então, derrubou a ordem e determinou a liberação das publicações, sob o argumento de garantir a liberdade de expressão e a liberdade religiosa.
Ainda na noite de segunda-feira, o ministro Luiz Fux suspendeu temporariamente a decisão de Dino e restabeleceu a determinação de Mendonça para que as publicações fossem removidas.
A decisão de Fux vale até que o Plenário do STF analise o caso e defina se as publicações devem permanecer no ar ou ser retiradas.


