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Saiba quais deputados federais da Bahia ainda não receberam repasse dos partidos
Duas semanas depois do início da campanha, três parlamentares ainda esperam sua parte no fundo



O início oficial da campanha eleitoral de 2026 aconteceu há duas semanas, mas alguns deputados federais da Bahia que são candidatos à reeleição ainda não receberam recursos do fundo partidário.
Entre os 38 integrantes da bancada baiana que vão tentar continuar na Câmara dos Deputados, apenas três ainda não foram agraciados com dinheiro do fundo eleitoral. São eles:
- João Carlos Bacelar (PL)
- Joseildo Ramos (PT)
- Ricardo Maia (MDB)
Vale lembrar que José Rocha (União Brasil) é o único integrante da atual bancada baiana na Câmara que não vai buscar a renovação do mandato em 2026.

Impasses
Jonga Bacelar e Ricardo Maia passaram por turbulências recentes em suas candidaturas. Jonga foi alvo de críticas dos correligionários por ter subido no palanque e declarado voto no governador Jerônimo Rodrigues (PT).
A ação do parlamentar gerou reações dentro do partido, com membros defendendo a aplicação de punição a Jonga. Entre eles os deputados Leandro de Jesus e Capitão Alden — o último, inclusive, pediu a expulsão do colega de partido.
Eles lembraram que, na pré-campanha, a direção nacional do partido enviou uma circular para todos os diretórios estaduais proibindo apoio de filiados a partidos e candidaturas de esquerda.
Após a repercussão do caso, Jonga emitiu uma nota reafirmando "seu compromisso inabalável" com o PL; o presidente da legenda, Valdemar Costa Neto; o senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro; com o candidato ao Senado e presidente do PL na Bahia, João Roma; e com o candidato ao governo do Estado, ACM Neto.
Os federais do PL foram os que receberam a maior quantia entre os candidatos à reeleição até o momento. Tanto Roberta Roma, quanto Capitão Alden receberam R$ 3,1 milhão para suas respectivas campanhas.
O limite de gastos para os candidatos a deputado federal é de R$ 3.176.572,53.
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Candidatura sob risco
Já Ricardo Maia teve a sua candidatura indeferida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O motivo foi a falta da certidão negativa criminal de 2º grau da Justiça Estadual, documento exigido para instruir pedidos de registro de candidatura. Sem a certidão, o pedido não pode ser aprovado.
Porém, dias depois, o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) deferiu a candidatura do emedebista, após o parlamentar apresentar a documentação que havia sido apontada como ausente no pedido de registro.
Informação sobre recursos
Os candidatos devem informar à Justiça Eleitoral os recursos financeiros recebidos para o financiamento das campanhas eleitorais em até 72 horas após o recebimento, para divulgação na internet.
A medida faz parte das regras de prestação de contas das Eleições Gerais de 2026 e busca dar transparência aos recursos arrecadados durante o período eleitoral.


