ELEIÇÕES 2026
Saúde na Bahia: veja propostas de Jerônimo, ACM Neto e Ronaldo Mansur
Candidatos apresentam planos diferentes para ampliar atendimentos e reduzir filas



Com a aproximação das eleições, as propostas dos candidatos ao governo da Bahia para a saúde pública ganham importância para o eleitor baiano, já que as decisões do próximo governo terão impacto direto no acesso aos serviços públicos.
Para ajudar o eleitor a conhecer as diferentes propostas para a área e entender o que cada candidatura pretende fazer caso seja eleita, o portal A TARDE detalhou os planos dos três principais candidatos: Jerônimo Rodrigues (PT), ACM Neto (União Brasil) e Ronaldo Mansur (PSOL).

Confira:
Jerônimo Rodrigues: regionalização e saúde digital
O atual governador da Bahia e candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues, baseia o plano na continuidade e expansão do modelo atual, com forte ênfase na tecnologia e na descentralização.
Os principais pontos são:
- Regionalização e infraestrutura: propõe instituir um novo modelo de regionalização, revisando o Plano Diretor para reduzir “vazios assistenciais”. Tem a meta de construir 450 novas Unidades Básicas de Saúde (UBS), sendo 39 voltadas para populações indígenas, além de cinco novos hospitais e maternidades estaduais.
- Transformação digital: a principal aposta é o programa “Saúde na Palma das Mãos”, uma plataforma digital para que o cidadão acesse serviços e informações sobre regulação. Ele também planeja a Policlínica Digital Bahia, ampliando teleconsultas e o monitoramento remoto de pacientes crônicos e oncológicos.
- Especialidades e oncologia: prevê a expansão das Policlínicas Regionais com seis novas unidades e o fortalecimento do diagnóstico de câncer com equipamentos de alta tecnologia (PET-CT) em Juazeiro e Barreiras.
ACM Neto: parceria com a rede privada
O ex-prefeito de Salvador e candidato ACM Neto apresenta um plano focado na reestruturação da gestão e na agilidade do atendimento, propondo mudanças profundas no sistema de regulação.
Os principais pontos são:
- Regulação em primeiro lugar: propõe uma Nova Central de Regulação, inspirada no modelo paulista (CROSS), com transparência total dos dados e critérios exclusivamente clínicos. Ele promete “Fila Zero” para as quatro condições que mais matam: trauma, infarto, AVC e parto de alto risco.
- PIX Saúde: propõe o PIX Saúde, que permite ao Estado contratar diretamente a capacidade disponível em hospitais privados e filantrópicos para zerar filas de exames e cirurgias de forma imediata.
- Corujão da Saúde e Planserv: pretende utilizar a ociosidade noturna de clínicas para realizar exames represados (Corujão) e promete reformar o Planserv, substituindo o sistema de cotas mensais por uma rede credenciada mais ampla e sem limitação de agendamento.
Ronaldo Mansur: estatização e participação popular
O candidato Ronaldo Mansur, por sua vez, apresenta uma proposta com viés ideológico focado no controle direto do Estado e na vigilância participativa.
Os principais pontos são:
- Gestão direta: defende a estatização da política de assistência social e a gestão plena e direta dos serviços, opondo-se ao modelo de organizações sociais e contratos com a iniciativa privada.
- Vigilância e equidade: propõe uma “Vigilância em Saúde participativa”, com foco em populações vulnerabilizadas e tradicionais, como quilombolas e indígenas, onde o povo tenha voz direta nas decisões por meio de Comitês Populares de Mobilização.
- Renda e seguridade: vincula a saúde ao bem-estar social amplo, defendendo a transformação do Bolsa Família em uma Renda Básica de Cidadania Universal e a revogação de reformas previdenciárias anteriores.
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Quais são as principais diferenças?
As propostas apresentadas pelos candidatos seguem caminhos diferentes. Jerônimo foca na construção de novas unidades públicas e na integração do sistema por meio de plataformas digitais, enquanto Neto prioriza a regulação e o uso da infraestrutura privada já existente para acelerar os atendimentos de saúde na Bahia.
Ronaldo Mansur, por outro lado, propõe uma ruptura com o modelo de parcerias, defendendo que o Estado assuma diretamente todas as funções, com maior controle popular.


