SEM FREIOS
“Xerife do mundo”: veja as ações do Trump 2 que impactaram o mundo
Segundo mandato do republicano completa um ano nesta terça, 20

Por Ane Catarine

O segundo mandato do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, de 79 anos, completa um ano nesta terça-feira, 20.
Desde que reassumiu o comando da Casa Branca, em janeiro de 2025, o republicano tem atuado sem freios, de forma destemida, para mostrar a influência da presidência norte-americana na política global.
Não à toa, analistas e líderes políticos muitas vezes o descrevem como o "presidente do mundo" ou "xerife do mundo" devido à forma como age frente a adversários e aliados.
Promessa é dívida
Trump tem colocado em prática fielmente dois conceitos centrais usados na campanha eleitoral que o reconduziu ao comando da maior potência mundial: “Make America Great Again” e “America First”.
Isso significa uma política de governo que não mede esforços para colocar os interesses dos Estados Unidos acima de todas as outras nações.
Em 12 meses, o republicano lançou mão de um tarifaço global, ordenou ataques militares, ameaçou parceiros comerciais, expulsou milhares de imigrantes dos EUA, tentou interferir de forma política no Poder Judiciário do Brasil, promoveu deportações em massa e, mais recentemente, tem ameaçado tomar a Groenlândia.
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Confira ações:
Saída do Acordo de Paris
Logo no primeiro dia à frente do segundo mandato como presidente dos EUA, Donald Trump assinou a retirada do país do Acordo de Paris, um tratado internacional sobre mudanças climáticas no qual quase 200 países concordaram em trabalhar juntos para limitar o aquecimento global.

Operação militar contra o Irã
Donald Trump ordenou um ataque aéreo contra instalações nucleares iranianas em 22 de junho de 2025, durante seu segundo mandato como presidente dos Estados Unidos.
Os ataques, apelidados de "Operação Martelo da Meia-noite", tiveram como alvo a Usina de Enriquecimento de Combustível de Fordo, a Instalação Nuclear de Natanz e o Centro de Tecnologia/Pesquisa Nuclear de Isfahan.
O Irã respondeu a essa ofensiva com um ataque a uma base dos EUA no Catar logo depois.
Tarifas comerciais massivas
No início de abril, Trump anunciou subitamente um aumento nas tarifas de importação sobre produtos de 185 países, algumas chegando a até 50%, alegando defender o setor produtivo americano.

O Brasil inicialmente se saiu relativamente bem, com tarifas fixadas em 10%. Meses depois, porém, um adicional de 40% foi imposto a produtos nacionais, sob o argumento de que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) supostamente sofria perseguição de autoridades brasileiras.
Execuções no Caribe
De setembro até 31 dezembro de 2025, militares dos EUA bombardearam várias embarcações no Mar do Caribe e no Oceano Pacífico, alegando suspeita de tráfico de drogas.
O número de mortos nas operações passou de 100, gerando forte reação da ONU, que chamou as ações de "execuções extrajudiciais".
Captura de Maduro
Em agosto, Trump ordenou uma ofensiva para cercar a Venezuela sob o pretexto de combater o tráfico internacional de drogas.
Cerca de quatro meses depois, a iniciativa levou a uma operação militar dentro do território venezuelano, que terminou com a captura do ditador Nicolás Maduro e da esposa dele, Cilia Flores.

Tentativa de tomar a Groenlândia
Nos últimos meses, Trump também demonstrou interesse em tomar a Groenlândia, território da Dinamarca.
Ele afirma que a ilha é estratégica para a segurança nacional dos EUA e, assim como no caso da Venezuela, não descarta o uso de força militar. A pressão maior, no entanto, é para a Dinamarca vender a ilha, caso contrário, pode sofrer um tarifaço.
Política anti-imigração
Desde que reassumiu, Trump tem intensificado a campanha anti-imigração. Segundo o Departamento de Estado norte-americano, a administração revogou 100 mil vistos de estrangeiros em 2025.
Além disso, o governo norte-americano prendeu mais de 328.000 pessoas e deportou quase 327.000 em 2025.
Proibir mulheres trans em esportes femininos
Donald Trump assinou um decreto que proíbe mulheres transgênero de participar de esportes femininos em escolas e universidades que recebem financiamento federal nos EUA.
A medida, denominada "Keeping Men Out of Women's Sports" (Mantendo Homens Fora dos Esportes Femininos), foi assinada em 5 de fevereiro de 2025 e entrou em vigor imediatamente.
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