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Tudo que se sabe sobre caso da professora vítima de deepfake sexual na Bahia

Vítima denunciou o crime à Polícia Civil após descobrir vídeos falsos em site pornográfico

Edvaldo Sales
Por
| Atualizada em
Vítima denunciou o crime à Polícia Civil após descobrir vídeos falsos em site pornográfico
Vítima denunciou o crime à Polícia Civil após descobrir vídeos falsos em site pornográfico - Foto: Freepik

Uma professora de uma escola particular teve a imagem manipulada por inteligência artificial (IA) e publicada em uma plataforma de conteúdo adulto. O caso aconteceu em Feira de Santana, no interior da Bahia, e foi denunciado pela vítima à Polícia Civil.

Investigado pela Delegacia para o Adolescente Infrator (DAI), o caso veio à tona após a mulher descobrir que sua imagem havia sido usada para criar deepfake sexual. As publicações foram encontradas no dia 20 de julho e somavam cerca de 27 mil visualizações.

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Os deepfakes sexuais são montagens produzidas com inteligência artificial que utilizam fotografias ou vídeos reais para criar imagens falsas de nudez ou de relações sexuais.

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Como os vídeos foram descobertos

A professora decidiu verificar depois que alguns estudantes disseram que havia um vídeo seu em uma plataforma pornográfica. Ela encontrou dois vídeos com a sua imagem ao acessar o site.

Com cerca de dez segundos, o primeiro mostrava a professora vestindo a camisa da escola. O segundo utilizava uma fotografia frontal do seu rosto para simular uma cena de sexo oral.

A vítima acredita que o material tenha sido criado por adolescentes de 15 e 17 anos, possivelmente alunos ou ex-alunos, a partir de fotos retiradas de suas redes sociais.

Denúncia

Após descobrir os vídeos, a professora fez capturas de tela, salvou os links das publicações e registrou um boletim de ocorrência na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam).

Logo depois, ela procurou a Delegacia para o Adolescente Infrator (DAI), por causa da suspeita de que os autores sejam menores de idade.

A mulher decidiu tornar o caso público para, além de buscar a responsabilização dos envolvidos, alertar outras vítimas. Segundo ela, a motivação dos responsáveis não foi sexual, mas de humilhação.

“É uma violência que tenta destruir a imagem da pessoa. Você não escolheu estar ali, mas precisa lidar com todas as consequências”, disse a professora em entrevista à TV Subaé, afiliada da TV Bahia.

Polícia já identificou os suspeitos

Dois adolescentes foram identificados pela Polícia Civil como autores dos vídeos pornográficos falsos com a imagem da professora.

A delegada titular da Delegacia para o Adolescente Infrator (DAI) e da Delegacia Especial dos Crimes contra Crianças e Adolescentes, Clécia Vasconcelos, disse ao g1 que um deles é aluno da professora.

O computador usado pelos adolescentes para cometer o crime também foi identificado pela Polícia Civil, que trabalha na conclusão do inquérito.

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