POLÍTICA
Buzzi apresenta exame de disfunção erétil após acusação de assédio
Ministro foi afastado do STF por importunação sexual


Os advogados do ministro afastado do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Aurélio Gastaldi Buzzi apresentaram laudos médicos para comprovar disfunção erétil e rebater a denúncia de importunação sexual ao qual o cliente é investigado.
Em laudo anexado ao processo que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), a defesa sustenta que o magistrado sofre de disfunções incompatíveis com os relatos das possíveis vítimas, segundo informações do site Metrópoles.
Os documentos apotam que Buzzi tem condições que comprometem a função sexual:
- Disfunção erétil de origem multifatorial;
- ausência de libido;
- hipogonadismo (quantidade insuficiente de testosterona);
- ausência de ejaculação anterógrada;
- histórico de cirurgia de próstata;
- diabetes;
- hipertensão;
- uso contínuo de medicamentos.
Depoimento da denunciante
Uma das denunciantes afirma que durante um banho de mar em Balneário Camboriú (SC), ela percebeu que o ministro estava com o pênis ereto enquanto tentava segurá-la. No relato ela garante que sentiu a genitália pressionando seu corpo, porque ele vestia apenas shorts e sunga.
Além dos laudos médicos, a defesa anexou ao processo o depoimento de uma testemunha que declarou ter visto os dois na água, afirmando que eles permaneceram separados por cerca de um metro e meio, sem contato físico, e que apenas quando na saída do mar, Buzzi ofereceu auxílio à jovem.
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Relembre o caso
O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marco Aurélio Gastaldi Buzzi, está no centro de uma grave acusação de assédio sexual. O episódio teria ocorrido no dia 7 de janeiro de 2026, em Balneário Camboriú (SC), onde o magistrado possui residência. A vítima é uma jovem de 18 anos, filha de um casal de amigos de longa data do ministro, que passava as férias com a família na casa dele.
A partir da denúncia, o magistrado virou alvo de três frentes diferentes de investigação. Na época, em mensagem enviada a um grupo de WhatsApp dos ministros do STJ, Buzzi afirmou, segundo a Folha, que provará a inocência diante das denúncias.
"Muito impactado com as notícias veiculadas e também por me encontrar internado em hospital, sob acompanhamento cardíaco e emocional, até o momento estive calado. De modo informal soube de fatos contra mim imputados, os quais igualmente repudio. Tudo está causando mágoas às pessoas da minha família e convivência", disse.
Posterior ao caso, uma servidora terceirizada do STJ relatou ter sido assediada por Marco Buzzi ao longo de quase três anos, entre 2023 e o fim de 2025. De acordo com ela, que atuava como secretária no gabinete, os episódios teriam ocorrido em diferentes locais, como a sala do ministro, o corredor, a biblioteca e até um espaço de depósito.
Em 10 de fevereiro, STJ foi reunido em sessão extraordinária e decidiu, de forma unânime, o afastamento do ministro Marco Buzzi, acusado de ter assediado uma garota de 18 anos. O caso é investigado como importunação sexual. Se houver condenação, a pena definida no Código Penal varia de 1 a 5 anos de reclusão.
Quem é Marco Buzzi?
Natural da cidade de Timbó, em Santa Catarina, Marco Aurélio Gastaldi Buzzi é ministro do STJ desde setembro de 2011, quando foi nomeado para ocupar a vaga deixada pelo ex-ministro Paulo Medina, que teve sua aposentadoria compulsória decretada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
O magistrado é mestre em Ciência Jurídica, com especialização em Gestão e Controle do Setor Público, Direito do Consumo e em Instituições Jurídico-Políticas.


