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Buzzi apresenta exame de disfunção erétil após acusação de assédio

Ministro foi afastado do STF por importunação sexual

Luiza Nascimento
Por
Marco Aurélio Gastaldi Buzzi
Marco Aurélio Gastaldi Buzzi - Foto: Sérgio Amaral | STJ

Os advogados do ministro afastado do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Aurélio Gastaldi Buzzi apresentaram laudos médicos para comprovar disfunção erétil e rebater a denúncia de importunação sexual ao qual o cliente é investigado.

Em laudo anexado ao processo que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), a defesa sustenta que o magistrado sofre de disfunções incompatíveis com os relatos das possíveis vítimas, segundo informações do site Metrópoles.

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Os documentos apotam que Buzzi tem condições que comprometem a função sexual:

  • Disfunção erétil de origem multifatorial;
  • ausência de libido;
  • hipogonadismo (quantidade insuficiente de testosterona);
  • ausência de ejaculação anterógrada;
  • histórico de cirurgia de próstata;
  • diabetes;
  • hipertensão;
  • uso contínuo de medicamentos.

Depoimento da denunciante

Uma das denunciantes afirma que durante um banho de mar em Balneário Camboriú (SC), ela percebeu que o ministro estava com o pênis ereto enquanto tentava segurá-la. No relato ela garante que sentiu a genitália pressionando seu corpo, porque ele vestia apenas shorts e sunga.

Além dos laudos médicos, a defesa anexou ao processo o depoimento de uma testemunha que declarou ter visto os dois na água, afirmando que eles permaneceram separados por cerca de um metro e meio, sem contato físico, e que apenas quando na saída do mar, Buzzi ofereceu auxílio à jovem.

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Relembre o caso

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marco Aurélio Gastaldi Buzzi, está no centro de uma grave acusação de assédio sexual. O episódio teria ocorrido no dia 7 de janeiro de 2026, em Balneário Camboriú (SC), onde o magistrado possui residência. A vítima é uma jovem de 18 anos, filha de um casal de amigos de longa data do ministro, que passava as férias com a família na casa dele.

A partir da denúncia, o magistrado virou alvo de três frentes diferentes de investigação. Na época, em mensagem enviada a um grupo de WhatsApp dos ministros do STJ, Buzzi afirmou, segundo a Folha, que provará a inocência diante das denúncias.

"Muito impactado com as notícias veiculadas e também por me encontrar internado em hospital, sob acompanhamento cardíaco e emocional, até o momento estive calado. De modo informal soube de fatos contra mim imputados, os quais igualmente repudio. Tudo está causando mágoas às pessoas da minha família e convivência", disse.

Posterior ao caso, uma servidora terceirizada do STJ relatou ter sido assediada por Marco Buzzi ao longo de quase três anos, entre 2023 e o fim de 2025. De acordo com ela, que atuava como secretária no gabinete, os episódios teriam ocorrido em diferentes locais, como a sala do ministro, o corredor, a biblioteca e até um espaço de depósito.

Em 10 de fevereiro, STJ foi reunido em sessão extraordinária e decidiu, de forma unânime, o afastamento do ministro Marco Buzzi, acusado de ter assediado uma garota de 18 anos. O caso é investigado como importunação sexual. Se houver condenação, a pena definida no Código Penal varia de 1 a 5 anos de reclusão.

Quem é Marco Buzzi?

Natural da cidade de Timbó, em Santa Catarina, Marco Aurélio Gastaldi Buzzi é ministro do STJ desde setembro de 2011, quando foi nomeado para ocupar a vaga deixada pelo ex-ministro Paulo Medina, que teve sua aposentadoria compulsória decretada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

O magistrado é mestre em Ciência Jurídica, com especialização em Gestão e Controle do Setor Público, Direito do Consumo e em Instituições Jurídico-Políticas.

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investigação justiça STF

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