POLÍTICA
Moraes vai ao STF após escândalo e pede investigação contra André Mendonça
Ministro abre fogo contra algoz dentro da Corte



O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhou ao presidente da Corte, Edson Fachin, nesta quinta-feira, 3, um pedido de abertura de investigação contra André Mendonça.
No pedido, que pede a inclusão do magistrado no inquérito das fake news, Moraes aponta indícios de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade da parte de Mendonça, também ministro do STF, responsável pela quebra de sigilo de conversas do magistrado com André Vorcaro, do Banco Master.
Alexandre de Moraes acusa Mendonça, que se tornou seu algoz nos últimos dias, de atuar como ‘investigador’ ao ‘usurpar’ as autoridade policiais, mencionando o fato do ministro ser relator do ‘caso Master’.
“Conforme destacado pela Polícia Federal, o “formato exigido é, em si, indicativo: destina-se a consulta e análise de teor”, permitindo ao ministro relator selecionar, suprimir ou manipular documentação em flagrante quebra da cadeia de custódia”, diz trecho da decisão de Alexandre de Moraes.
Moraes ainda diz que Mendonça conduziu de maneira ‘irregular’ as tratativas sobre uma possível colaboração premiada.
Fachin dá ultimato sobre crise no STF
Logo após o pedido de Moraes, Edson Fachin, presidente do STF, deu um prazo de cinco dias para que os dois nomes envolvidos na crise recente da Corte se manifestem sobre o caso.
Na decisão, Fachin afirmou que "cabe à Presidência" do STF zelar pela apreciação seja feita com "elevado senso de responsabilidade".
"Cabe à Presidência do tribunal zelar para que a possível apreciação colegiada seja feita, a tempo e modo, com o elevado senso de responsabilidade que os fatos reclamam, sempre assegurando o respeito às garantias constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório”, destacou Fachin.