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QUEIMADA FISCAL

Sol de R$ 18 milhões: MP mira conta da Prefeitura de Santa Bárbara

Recursos para energia solar em prédios públicos têm suspeita de risco ao erário

Rodrigo Tardio
Por
Investigação visa checar se contrato atende exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal
Investigação visa checar se contrato atende exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal - Foto: Reprodução
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A Promotoria de Justiça local instaurou um procedimento para apurar a legalidade de um financiamento de até R$ 18 milhões autorizado pela Prefeitura de Santa Bárbara, sob a gestão do prefeito Edifrâncio Oliveira (PSD).

A investigação visa checar se o contrato atende às exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal e do direito financeiro, além de avaliar possíveis riscos de dano ao patrimônio público.

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Energia solar

Oficializado pela Lei Municipal nº 709/2025, o montante tem como finalidade declarada a instalação de sistemas de energia solar fotovoltaica em prédios públicos e escolas da rede municipal.

O órgão ministerial vai analisar as taxas de juros, as cláusulas operacionais e a real aplicação dos valores.

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Histórico de debate

A operação de crédito já havia provocado forte embate político na Câmara de Municipal em dezembro de 2025, quando o projeto enviado pelo Executivo foi aprovado por maioria sob protestos da oposição.

Diante das críticas, a administração municipal sustentou que os recursos seriam vinculados exclusivamente aos projetos de eficiência energética.

De acordo com a Prefeitura, a economia gerada nas faturas de eletricidade do município vai ser suficiente para amortizar as parcelas do empréstimo sem comprometer os cofres públicos.

Objetivo

De acordo como a gestão municipal informou em dezembro do ano passado, o montante deveria ser destinado à instalação de sistemas de energia solar fotovoltaica em imóveis públicos, abrangendo escolas, postos de saúde e prédios administrativos.

A iniciativa, contudo, retoma uma pauta já apreciada no município. Em 2022, a Lei Municipal nº 629 já havia concedido permissão para que o Poder Executivo contratasse operação de crédito para a mesma finalidade.

De acordo com o governo local, a nova proposição faz-se necessária para adequar o texto às normas vigentes exigidas pela instituição financeira creditora, prevendo a revogação da lei anterior para evitar duplicidade normativa.

Com ampla base aliada na Casa Legislativa — o gestor conta com o apoio de 10 dos 11 vereadores —, a prefeitura projeta a aprovação do texto em regime de urgência urgentíssima sem maiores entraves políticos.

Viabilidade financeira e operacional

Apesar da facilidade de tramitação na Câmara, o projeto levanta ponderações no âmbito econômico e técnico. O principal ponto de atenção refere-se ao equilíbrio entre a dívida assumida e o retorno financeiro: para que a medida seja vantajosa, a redução na conta de luz precisa superar integralmente os juros, taxas e o valor das parcelas do empréstimo de R$ 18 milhões.

Caso o abate na fatura de energia demore mais do que o previsto para compensar as prestações, o financiamento pode se tornar um encargo pesado para o orçamento municipal a curto e médio prazo. Analistas apontam ainda outros fatores de risco:

  • Erros de dimensionamento: se a geração de energia for inferior à demanda estimada, a economia obtida não vai cobrir o custo da parcela bancária.
  • Custos imprevistos: falhas na instalação ou despesas com a manutenção periódica dos painéis solares podem inflacionar a operação.
  • Gargalos com distribuidoras: problemas na conexão à rede, suspensões operacionais ou divergências na compensação de créditos junto à concessionária de energia podem atrasar ou frustrar a economia projetada.
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Tags

eficiência energética energia solar financiamento público gestão municipal Investigações Municipais Lei de Responsabilidade Fiscal

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