LEVI VASCONCELOS
Situação de Flávio deixa petistas felizes e adversários quase calados
Flávio Bolsonaro critica diplomacia brasileira após visita a Donald Trump


Flávio Bolsonaro, o principal adversário de Lula, visitou, ontem, Donald Trump, presidente dos EUA. E saiu de lá queixando-se que “a diplomacia brasileira virou petista”, por não ter disponibilizado o salão da embaixada brasileira para ele receber a imprensa, como Lula fez três semanas atrás.
Até parece surreal. Ele tenta, assim, criar fatos para sobrepor supostas notícias boas ante a avassaladora enxurrada de baixo astral após os “contatos íntimos” com Daniel Vorcaro, o dono do Banco Master, para financiar o Dark Horse, filme sobre a vida do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
E é assim que os baianos enxergam o cenário, a pouco mais de quatro meses para as eleições, com os petistas, aliados de Lula, rindo à toa, os aliados de ACM Neto calados, mas admitindo que “foi muito ruim”, e os bolsonaristas com um discurso que não cola: o ladrão é Lula.
Disputa casada – Expomos a situação aí para atender ao leitor Giovani Miranda, morador do Campo Grande, que quer saber até que ponto o imbróglio com Flávio pode atingir a disputa baiana.
Não pode atingir, amigo. Já atingiu. Dizem que na Bahia a disputa é casada, a conexão federal sempre foi decisiva. Lula vinha patinando com índices de intenção de votos emparelhados, ganhou uma grande ajuda do inimigo. E, por aí, Jerônimo também ganha.
A direita ainda está atônita. E ACM Neto, também. Ontem, Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, disse que Flávio precisa se explicar. Mas, como?
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Enfim, Alba aprova Adolfo no TCM. Fica faltando a vaga vagar
Enfim, a Alba carimbou, ontem, o passaporte do deputado Adolfo Menezes (PSD), ex-presidente da Casa, para o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM). Ele vai ocupar a vaga de Francisco de Souza Andrade Netto, o Chico Netto, o atual presidente, que em 9 de agosto fará 75 anos. Ele é o último conselheiro da era de ACM.
Adolfo, que contou com o apoio de 60 dos 63 deputados, ontem, dos 52 presentes, teve 51 votos, um absteve-se. Ele agradeceu aos colegas:
– Sei, conhecendo a natureza desta Casa e a metafísica que domina o pensamento de cada parlamentar, que isto é para poucos.
A abstenção veio de Hilton Coelho (PSOL), que ano passado denunciou a reeleição de Adolfo para um terceiro mandato na presidência e ganhou a questão. Ontem, ele se justificou:
– Não votei contra porque não há ilegalidade no caso. Por isso, optei por me abster.
João Leitão, o comendador
No conjunto de projetos que a Alba aprovou ontem está um que concede a Comenda 2 de Julho ao presidente do Grupo A TARDE, João de Mello Leitão.
A iniciativa é do deputado Paulo Câmara (PL):
– João vem conduzindo esse legado com muita maestria, reinventando o jornal e mantendo vivo o seu espírito. Ele conseguiu preservar a credibilidade e garantir que a nossa história permanecesse viva.
Ana Fonseca, dos restos de madeira à beleza da arte
Filha de Salvador, com ateliê em Simões Filho, a arquiteta Ana Fonseca, formada pela Ufba, 57 anos, vai dando um show particular na vida, ao pegar restos de madeira, o que inclui galhos secos, fibras naturais e resíduos, para transformar em obras de arte para adornar ambientes.
‘Tudo de Sobra É Mais’ é o nome da mostra dela esta semana na Alba, com 18 obras. Mãe de Gabriel e Rafael, avó de Miguel, 8 anos, e Laura, quase 2, ela se diz de bem com a vida:
– Desde criança eu lido com isso, mas só de três anos para cá passei a focar mais. O que o mundo chama de sobra, a gente transforma em memórias que se eternizam.
REGISTROS
Cocá comendador
Zé Cocá (PP), ex-prefeito de Jequié e pré-candidato a vice-governador na chapa de ACM Neto, vai receber a Comenda 2 de Julho da Alba amanhã (10h). A iniciativa é do deputado Hassan Youssef (PP), um velho aliado que no racha dele, Cocá, com o governo, o acompanhou.
Caso Léo Kret
O caso envolvendo a ex-vereadora Léo Kret merece uma atenção especial. Ela diz que não pegou no dinheiro questionado, não tem nenhuma conexão com o caso. Se estiver certa, vai ser difícil para os acusadores.
Mais desembargadores
Já está na Alba o projeto que aumenta o número de desembargadores do Tribunal de Justiça da Bahia de 70 para 75. O desembargador Edvaldo Rotondano, presidente do TJBA, diz que já conversou com Jerônimo e a presidente da Alba, Ivana Bastos (PSD). O projeto não vai aumentar despesas para o Estado. O TJ já fez a arrumação.
Bahiagás estatal
A CCJ da Alba aprovou projeto que anula a lei que dava ao Executivo o poder de privatizar a Bahiagás. Ou seja, a empresa é e vai continuar estatal. Os sindicalistas da empresa soltaram foguetes.


