EDUCAÇÃO
Estudantes da rede municipal participam de atividades da Flica
Programação em Cachoeira une formação escolar e debate sobre impacto da IA


A literatura, a oralidade e as manifestações culturais integram a programação da 14ª edição da Feira Literária Internacional de Cachoeira (Flica), no Recôncavo Baiano. Entre os dias 5 e 8 de novembro, o evento reúne atividades voltadas à leitura e à produção artística. Neste ano, a Secretaria Municipal de Educação participa da programação com uma tenda dedicada aos estudantes, com o tema “Contos, Cantos e Encantos da Ancestralidade”.
O espaço será instalado na quadra poliesportiva e funcionará nos dias 5 e 6 de novembro, com atividades que incluem contação de histórias, oficinas criativas e manifestações culturais. A proposta é aproximar os estudantes da literatura e da arte, destacando a relação entre as narrativas, a memória e a construção das identidades.
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De acordo com a diretora escolar Driele Alana Ferreira Pacheco, a iniciativa busca ampliar as experiências educativas dos alunos por meio do contato com diferentes formas de expressão cultural.
A participação da rede municipal também está relacionada às políticas de incentivo à leitura e à valorização da Lei 10.639/2003, que tornou obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira nas escolas. A proposta é aproximar os estudantes de suas ancestralidades e fortalecer o reconhecimento de suas histórias e referências culturais.
Criatividade em tempos de inteligência artificial

Com o tema “Como ser criativo com tanta IA por aí?”, a edição de 2026 da Flica propõe discussões sobre criatividade, imaginação e possibilidades de produção artística diante do avanço da inteligência artificial. A programação inclui encontros com escritores, lançamentos de livros, saraus, oficinas, exposições, apresentações musicais e intervenções artísticas.
Realizada no Centro Histórico de Cachoeira, a feira chega à 14ª edição como um dos principais eventos literários do país. A primeira edição ocorreu em 2011 e, desde então, o município passou a receber autores baianos, nacionais e internacionais, além de atividades gratuitas voltadas a diferentes públicos.

A prefeita Eliana Gonzaga destacou a contribuição do evento para a formação dos estudantes e a valorização da cultura local. “A ação integra as políticas de incentivo à leitura e de valorização da Lei 10.639/03, fortalecendo a identidade cultural nas escolas, assim os estudantes vivenciam nos livros, nas histórias e nos contos, suas ancestralidades e entendem que, sua história e sua voz são parte do livro da vida”, afirmou.
O secretário estadual de Cultura, Bruno Monteiro, também ressaltou o papel das feiras literárias na aproximação entre educação e cultura. Para ele, iniciativas desse tipo ajudam a ampliar o interesse pela leitura entre diferentes gerações e a fortalecer os vínculos com a identidade cultural.
“As feiras literárias mostram o quanto os livros é um instrumento vivo, atraindo e encantando as diferentes gerações, desde crianças as pessoas idosas, valorizando vínculos potentes, unindo a educação e a cultura, na criação de uma sociedade igualitária”, declarou.


