MATA-MATA DA POLÍTICA
Convenções partidárias: PT e União Brasil aceleram definição de chapa na Bahia
Após eliminação do Brasil na Copa, cenário eleitoral ganha força com prazos decisivos


A derrocada da Seleção Brasileira na Copa do Mundo esquenta o país para um novo mata-mata. Desta vez, nas urnas eletrônicas, no próximo dia 4 de outubro, quando serão decididas as eleições.
Antes disso, os partidos se reúnem internamente para definir e traçar as principais estratégias eleitorais. Tratada como um passo decisivo para a formação das coligações que desfilará nas urnas nos meses seguintes, as legendas dão start neste mês para as convenções partidárias.
O ato, que reúne as principais lideranças políticas, já têm data definida para ocorrer na Bahia, ao menos entre os candidatos mais competitivos que disputam o pleito.
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As agremiações, consideradas principais rivais políticas, já marcaram no calendário:
- O União Brasil, partido da oposição, reunirá os seus pré-candidatos no dia 22 de julho, uma quarta-feira, no Centro de Convenções de Salvador, no bairro da Boca do Rio, às 16h.
- Já o PT definiu apenas a data. A expectativa é que a legenda que abriga o governador Jerônimo Rodrigues reúna os nomes que disputarão o pleito, no dia 30 deste mês, conforme informações apuradas pelo portal A TARDE.
Suplentes: principais nomes eleitorais ainda não definiram 2º posto
Dois dos nomes que vão concorrer à reeleição ao Senado chegam nas convenções ainda sem um nome definido para ocupar a suplência do cargo. Trata-se dos senadores Angelo Coronel (Republicanos) e Jaques Wagner (PT).
Na suplência de Wagner, a bolsa de apostas que circula nos bastidores é que o nome seja do ex-vereador de Salvador, Edvaldo Brito (PSD), como forma de compensação ao partido comandando pelo senador Otto Alencar.
"Existe um acordo feito com o PSD para que a suplência seja do PSD. Estamos dialogando com Otto [Alencar, presidente do PSD na Bahia] e Wagner está mediando. Estamos no prazo e vamos construir isso com muita naturalidade", disse Jerônimo à imprensa, no dia 2 de Julho.

O nome da deputada Lídice da Mata (PSB) também vem sendo cotado para o posto. No entanto, nos bastidores, ela vem perdendo força na queda de braço contra o pessedista.
E a oposição?
Já do lado da oposição, um dos nomes cotados para desfilar nas urnas com Angelo Coronel é o do ex-presidente do Esporte Clube Bahia, Marcelo Guimarães. Publicamente, no entanto, o republicano nega a articulação.
Ainda não temos nenhum fechamento, Marcelinho é um bom nome, estamos analisando, como também os outros candidatos ainda não escolheram os seus nomes, isso não é problema nenhum, está tudo pacificado
Angelo Coronel - senador da República, em entrevista à imprensa

Convenções partidárias: o momento de definir vices, suplentes e deputados
É justamente nas convenções partidárias que os partidos batem o martelo sobre o nome que ocupará os espaços vagos, como a suplência.
Nas convenções, os partidos definem a chapa completa. Isso significa que eles deliberam e votam não apenas no 'cabeça de chapa', isto é, quem será o candidato a governador ou presidente.
Na ocasião, os filiados também votam em quem ocupará as vagas de reserva ou de composição, como os suplentes e vices, além de definir a lista de candidatos que disputarão as vagas proporcionais, isto é, os deputados estaduais e federais.
Eleições: entenda o que acontece nas convenções partidárias?
- Escolha de candidatos: o partido define oficialmente quem serão os seus candidatos para a eleição.
- Deliberação sobre coligações: Os partidos decidem se vão se unir a outras siglas para disputar a eleição juntos.
- Sorteio dos números: É nesse momento que os números que os candidatos vão usar na urna eletrônica são definidos.
Quem participa?
Diferente do voto geral, a convenção é um evento interno do partido. Participam os filiados à sigla e os membros dos diretórios, ou seja, os líderes do partido, que têm direito a voto.
Quando elas acontecem?
O período das convenções é determinado pela Justiça Eleitoral dentro do calendário de cada ano eleitoral. Segundo o TSE, o período definido para o ato é nos dias 20 de julho a 5 de agosto.
Quando começam os pedidos de voto?
Apesar da definição, os pré-candidatos ainda não podem pedir voto direto ao público. Isso porque ainda não foi iniciada oficialmente a campanha eleitoral.
O start para ação inicia no dia 16 de agosto, conforme o calendário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Antes dessa data, qualquer pedido direto de voto é considerado propaganda eleitoral antecipada, o que pode gerar multas pesadas para o político.
O que é permitido na pré-campanha?
Antes do período oficial de campanha, os pré-candidatos podem fazer o que a lei chama de "menção à pretensa candidatura". Eles podem:
- Declarar que pretendem concorrer ao cargo;
- Apresentar suas qualidades pessoais e histórico político;
- Explicar suas propostas e ideias para o país, estado ou município;
- Participar de entrevistas, debates e encontros em ambientes fechados.


