JUSTIÇA
Foragido, Oruam viola tornozeleira eletrônica mais de 60 vezes
O rapper é considerado foragido da Justiça

Em uso da tornozeleira eletrônica desde novembro de 2025, o rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuneco, o Oruam, teria violado o equipamento 66 vezes. No momento, o cantor é considerado foragido da Justiça.
Das violações, 21 foram classificadas graves, todas elas cometidas no último ano. Segundo a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro (Seape-RJ), a maioria das ocorrências da está relacionada à falta de carregamento da bateria.
Em dezembro, Oruam se apresentou à Central de Monitoração Eletrônica do RJ, alegando falhas no carregamento e, devido ao problema, os agentes realizaram a troca do equipamento.
Na ocasião, a central atestou que a violação não se associava somente à ausência de carregamento, e sim, devido a danos. As violações foram formalmente comunicadas ao Poder Judiciário, com relatórios mensais encaminhados à Terceira Vara Criminal.
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Rapper está foragido
Mesmo com a troca, Oruam está com a tornozeleira desligada desde o último domingo, 1º e, desde então, a Justiça não tem informações sobre a sua localização.
Assim, a juíza Tula Correa de Melo, da 3ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do RJ, expediu o mandado de prisão preventiva do rapper nesta terça-feira, 3, por entender que o caso se trata de um descumprimento de medidas cautelares pré-determinadas.
O que diz Oruam?
Oruam tem usado as redes sociais para afirmar que está sendo perseguido pelo Estado. Em uma das publicações, ele aparece em um vídeo, gravado no início de dezembro de 2025, apontando os supostos problemas da tornozeleira.
No registro, o músico mostra o equipamento conectado à tomada, sem sinal de carregamento.
A defesa de Oruam alega que as falhas ocorreram por "lapsos" do músico e sustenta que não há risco de fuga. De acordo com os advogados, na maioria das vezes, a tornozeleira ficou descarregada por menos de três horas, muitas vezes fora do horário de recolhimento domiciliar ou durante viagens previamente comunicadas.
Histórico de polêmicas
Oruam é filho de Marcinho VP, um dos principais líderes da organização criminosa Comando Vermelho, preso desde 1996. Ele ganhou projeção nacional ao cantor músicas de rapper, com letras sobre criminalidade e, desde então, tem seu nome envolvido em inúmeras polêmicas.
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) denunciou Oruam no dia 19 de janeiro, devido a um disparo com arma de fogo feito durante uma festa. No último dia 26, a 2ª Vara de Santa Isabel aceitou a denúncia e o tornou réu.
Em novembro de 2025, o rapper debochou da prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em uma publicação no X (antigo Twitter), ele comemorou o caso. “Que ironia do destino, Bolsonaro foi preso”.
Já em outubro de 2025, Oruam apareceu em uma foto com Wesley Martins e Silva. conselheiro do CV, assassinado em megaoperação do Rio de Janeiro, que resultou em mais de 120 mortes.
Dias antes, ele comentou a prisão do influenciador Bruno Alexssander Souza Silva, o Buzeira, pedindo por liberdade. O jovem havia sido preso em uma operação da Polícia Federal (PF) contra um complexo esquema de lavagem de dinheiro e tráfico internacional de drogas, com movimentações estimadas em R$ 630 milhões.
Em julho do ano passado, Oruam foi preso, após tentar impedir a Polícia Civil de cumprir um mandado de busca e apreensão contra um adolescente em sua residência.
O adolescente, conhecido como “Menor Piu”, é acusado de atuar como um dos seguranças pessoais de Edgar Alves de Andrade, o Doca, e também classificado pela polícia como um dos principais ladrões de carros do Rio. Na época, ele afirmou ter sido preso devido à semelhança com seu pai.
Desde o ano passado, Oruam e Lucas Camacho, filho de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola,líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), estão planejando lançar uma parceria musical.
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