ENTREVISTAS
"Não escolhi a educação; foi ela que me escolheu", diz diretor do Sartre
Aloysio Nery, educador e empreendedor, reflete sobre sua trajetória no ensino e no Carnaval


Da sala de aula aos bastidores do Carnaval de Salvador, Aloysio Nery construiu uma trajetória profissional dividida entre a educação e o empreendedorismo. Formado em engenharia química, descobriu logo que sua verdadeira vocação era ensinar. Passou décadas em sala de aula e, posteriormente, levou essa experiência para a gestão do Sartre e para a criação do bloco Camaleão.
Nesta entrevista a A TARDE, Nery relembra a família que fez do ensino uma prioridade, os anos em que chegou a dar mais de 50 aulas por semana e a transição da sala de aula para a gestão educacional. “A sensibilidade construída com os alunos foi a base do gestor que me tornei.”
Ele também relembra a criação do Camaleão, a parceria de 36 anos com Bell Marques e as lições que o Carnaval trouxe para sua atuação como gestor. Cinquenta anos após as primeiras experiências profissionais, resume sua visão sobre sucesso e legado: “Nenhuma conquista importante acontece de maneira rápida ou individual”.
Saiba mais na entrevista a seguir.
O senhor nasceu em uma família que veio do interior e que não tinha uma tradição consolidada no mundo da educação. Que lembranças guarda dessa mudança e das dificuldades enfrentadas naquele período?
Nós não vínhamos de uma família com tradição acadêmica, mas meus pais sempre enxergaram a educação como um caminho para uma vida mais plena e, sobretudo, com maior liberdade de escolha.
Não tivemos a oportunidade de estudar nas escolas consideradas as melhores da época, porém, dentro de casa, o estudo era prioridade absoluta. Minha mãe, professora Lygia, acompanhava diariamente nossas tarefas e cobrava muito empenho. Éramos oito pessoas num apartamento de três quartos e havia uma televisão na sala.
Meu pai tinha uma regra muito clara: quem fosse estudar tinha prioridade. Bastava alguém abrir os livros e sentar-se à mesa para ele desligar imediatamente a televisão, mesmo com todo mundo assistindo. Essa imagem mostra bem o lugar da educação em nossa família. A orientação era simples: estudar, passar no vestibular, escolher uma profissão e, com conhecimento, decidir o próprio caminho. Foi isso que nossos pais nos deram: o direito de fazer escolhas.
O senhor prestou vestibular e entrou em engenharia química, mas acabou escolhendo a educação. Como surgiu a oportunidade de dar aulas de química em cursos pré-vestibulares e em que momento percebeu que queria ser professor?
Entrei em engenharia química num momento de euforia com a implantação do Polo Petroquímico de Camaçari. Parecia que o centro do mundo seria ali. Muitos jovens com facilidade em matemática e ciências exatas fizeram a mesma escolha.
Quando conheci melhor a profissão, porém, percebi que a rotina industrial não me entusiasmava. Naquela época, o pré-vestibular era uma febre. O curso Universitário, que depois daria origem ao Sartre, precisava ampliar sua equipe. Geraldo Walter, então coordenador e meu amigo, identificou em mim vontade e alguma habilidade para ensinar. Convidou-me para ser monitor e trabalhar ao lado do professor Vicente. Disse que, se desse certo, eu logo assumiria turmas. E foi exatamente o que aconteceu.
A receptividade dos alunos, a interação e o ambiente da sala me conquistaram. Ainda durante a faculdade eu já sabia que seria professor. Concluí engenharia química, mas nunca trabalhei um único dia como engenheiro. Olhando para trás, tenho a sensação de que não escolhi a educação; foi ela que me escolheu.
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O pré-vestibular vivia uma época de enorme prestígio, com professores que se tornavam figuras muito conhecidas. A que o senhor atribui o destaque que conquistou naquele ambiente?
O destaque veio de muito trabalho. Eu assumia o compromisso de me entregar plenamente em cada aula e de transmitir não apenas conhecimento, mas também segurança, disciplina, estímulo e confiança.
Não existia um recurso isolado. Era um conjunto: domínio do conteúdo, energia positiva, bom exemplo, firmeza na condução da turma e interesse verdadeiro pelo aprendizado dos alunos.
Eles precisavam perceber que havia diante deles um professor preparado e comprometido. Esse conjunto, sustentado por uma carga intensa de trabalho, foi o grande segredo do sucesso no pré-vestibular.
O senhor já disse que não se preocupava em competir com outros professores, mas em fazer uma aula melhor do que a anterior. Depois de tantos anos, o que um professor realmente deixa na vida de um aluno: o conteúdo que ensinou ou a maneira como o fez se sentir?
Minha referência nunca foi a aula de outro professor; era a aula que eu havia dado antes. Durante décadas, cheguei a trabalhar mais de 50 aulas por semana. Essa intensidade me permitia experimentar, aprender e aperfeiçoar tanto o conteúdo quanto as questões disciplinares e relacionais.
O desafio era tornar a próxima aula mais clara, dinâmica e motivadora. Conteúdo e relação estão amarrados, mas o que permanece por mais tempo é a maneira como o aluno se sentiu. Você encontra alguém 30 ou 40 anos depois e ele talvez não se lembre de uma fórmula ou de um assunto de Química.
Muitas vezes, seguiu uma profissão totalmente diferente. Mas lembra da postura do professor, do estímulo recebido e da forma como aquele espaço era conduzido. No fim, é isso que marca verdadeiramente a vida de um aluno.
Como aconteceu a passagem de professor para gestor e, posteriormente, para sócio da escola? O professor que o senhor foi influenciou o gestor que se tornou?
A passagem foi muito natural. O professor tem uma visão privilegiada da escola: está na sala, nos corredores, na sala dos professores e em contato direto com alunos e coordenadores. Eu observava o que poderia ser melhorado e compartilhava essas ideias com os diretores do Sartre.
Aos poucos, esse envolvimento despertou neles o interesse de me ter como sócio. Eu também trazia a experiência do entretenimento, onde trabalhávamos com marketing, orçamentos, metas e resultados. A combinação do conhecimento da sala de aula com essa visão empresarial permitiu que eu contribuísse nas áreas pedagógica, comercial e administrativa.
A sensibilidade construída com os alunos foi a base do gestor que me tornei. Quem já viveu plenamente a sala de aula compreende melhor a disciplina, os horários, as avaliações, as necessidades dos estudantes e as dificuldades dos professores. Eu não deixei de ser professor para virar gestor de um dia para o outro; durante muitos anos exerci as duas atividades.
Como o senhor enfrentou a decisão de deixar definitivamente a sala de aula? Em algum momento, o empresário precisou tomar decisões que o professor teria dificuldade de aceitar?
Houve uma sensação de perda, porque a sala de aula oferece recompensas imediatas e muito especiais. Mas a razão da mudança era clara. Éramos quatro sócios no Sartre e dividíamos as áreas da instituição. Quando os outros três venderam suas participações ao Grupo SEB, permaneci como sócio local e operacional, único representante do grupo na gestão da Bahia.
Passei a responder por funções antes distribuídas entre quatro pessoas e já não podia dividir meu tempo com as aulas. O gestor precisa olhar a escola de forma mais ampla. Além do pedagógico, responde pelas áreas financeira, trabalhista, jurídica e administrativa.
Por isso, às vezes toma decisões que talvez não fossem escolhidas por alguém concentrado apenas na sala de aula. Essas perspectivas não precisam ser incompatíveis. Quando as razões são explicadas com transparência, professores e comunidade compreendem melhor as decisões necessárias para a sustentabilidade da instituição.
Do quadro e do giz às plataformas digitais e à inteligência artificial, o que mudou profundamente na educação e o que continua sendo essencialmente igual?
Mudou quase tudo ao redor da sala de aula: os recursos, o comportamento dos alunos, as relações e as questões emocionais. As próprias famílias mudaram. Antes eram mais numerosas; hoje muitas têm um ou dois filhos. Somam-se a isso as telas e o volume permanente de estímulos digitais, que dividem muito a atenção dos estudantes.
O que não mudou foi a responsabilidade da escola — e acredito que ela até aumentou. Além de ensinar conteúdo, precisamos desenvolver autonomia, pensamento crítico, convivência e habilidades socioemocionais. É necessário ajudar o aluno a usar a tecnologia e o tempo de maneira consciente.
Por isso, a escola deve ser cada vez mais interessante e completa, oferecendo esporte, língua estrangeira, teatro e outras experiências. Quanto mais relevante for esse ambiente, maior será sua capacidade de formar integralmente e de afastar o jovem do uso excessivo e pouco produtivo das telas.
O Sartre cresceu e, mais adiante, associou-se a um dos grandes grupos educacionais do país. Como nasceu essa aproximação e como preservar a identidade, os valores e a proximidade com alunos e professores dentro de um grupo muito maior?
Conheci socialmente o Dr. Chaim Zaher, presidente do Grupo SEB. Foi um encontro muito agradável e ele me convidou a visitar as instalações do grupo em Ribeirão Preto. Fiquei encantado com a grandiosidade daquele projeto educacional e pensei imediatamente: “Rapaz, esse negócio em Salvador vai dar muito certo”.
O pré-vestibular já dava sinais de declínio, à medida que aumentavam as faculdades e a oferta de vagas. Precisávamos fortalecer o ensino regular. A associação nos permitiu incorporar tecnologia, investimentos e práticas pedagógicas mais arrojadas.
Reduzimos gradualmente a participação no pré-vestibular, ampliamos o ensino regular e abrimos um novo ciclo de crescimento, inclusive com novas unidades. O grupo oferece poder de investimento, consultoria e soluções pedagógicas; a identidade, porém, continua sendo construída localmente.
Cada unidade possui seus diretores, coordenadores, professores e funcionários. O aluno é acompanhado de forma próxima e individualizada. A gestão local usa a força do grupo para melhorar a escola, sem abrir mão do vínculo com sua comunidade.
Quase ao mesmo tempo em que começava a carreira de professor, o senhor fundou com amigos o bloco Camaleão. Como um grupo de jovens decidiu criar um bloco de Carnaval?
Naquela época, o Carnaval dos clubes e o Carnaval de rua quase não dialogavam. Os jovens frequentavam muito mais os clubes, porque faltava nas ruas um espaço no qual se sentissem à vontade e se reconhecessem. Percebemos essa oportunidade e imaginamos um bloco que reunisse pessoas ligadas entre si.
Uma frase traduzia bem a proposta: “Quem sai no Camaleão é amigo de um amigo seu, pelo menos”. Eram jovens que conviviam fora do Carnaval e queriam viver juntos também aquela experiência. O resultado foi imediato: já no primeiro ano colocamos um bloco expressivo na rua.
O Camaleão nasceu com intenção cultural e empresarial. Éramos quatro sócios — Zé Henrique, Marcelo Nery, Tinho, que é Geraldo Albuquerque, e eu —, trabalhávamos com turismo e tínhamos bom relacionamento social. Queríamos criar um público que também pudesse participar de festas e eventos durante o ano. Assim começamos, de alguma maneira, a mudar a história do Carnaval de Salvador.
O Camaleão se aproxima dos 50 anos mantendo enorme relevância e contando com um dos maiores artistas do Carnaval, Bell Marques. Como se constrói uma parceria tão longa e uma marca capaz de atravessar gerações?
A parceria com Bell é histórica: são 36 anos sustentados por duas palavras, confiança e respeito. Desde o primeiro encontro, confiamos plenamente no trabalho dele e de sua equipe, e eles confiaram no trabalho que nós realizávamos.
Bell cuida da música e do espetáculo; nós colocamos, como se diz, o bloco na rua. Isso envolve segurança, equipamentos, liberações, organização, patrocínios e inúmeras providências. Ele precisa subir no trio com a tranquilidade de encontrar tudo pronto para executar plenamente o seu trabalho.
E nós temos a certeza de que ele entregará ao público um grande espetáculo. Essa confiança mútua e o respeito permanente pela responsabilidade de cada um explicam a longevidade da parceria e ajudam o Camaleão a atravessar gerações.
O bloco acabou se transformando também em uma escola de empreendedorismo. O que o Carnaval lhe ensinou sobre liderança, criatividade, risco, negociação e comportamento do público? E o que a educação ensinou que foi útil no Carnaval?
O Carnaval é uma escola fantástica de liderança, criatividade, risco, negociação e, sobretudo, relacionamentos. Para colocar um bloco na rua, você se relaciona com artistas, empresários, poder público, outras entidades e uma enorme equipe.
A própria festa cria uma proximidade especial: duas ou três horas de convivência no Carnaval podem equivaler a dezenas de horas em outro ambiente, pela intimidade e cumplicidade que surgem ali. Os eventos também ensinam agilidade. Tudo acontece num momento determinado; se você não entrega, aquele momento passa.
Aprendemos a trabalhar com orçamento, oportunidade, inovação e qualidade, sempre procurando surpreender o público. Essa rapidez foi muito útil na gestão escolar, onde os ciclos são mais longos. E a educação ajudou o Carnaval.
Mais de 50 aulas por semana me ensinaram a expor ideias, argumentar e construir consensos. Essas habilidades foram fundamentais para organizar uma festa que crescia rapidamente. As duas experiências aconteceram em paralelo e se alimentaram o tempo inteiro.
O Camaleão ajudou a abrir caminho para outros blocos, que passaram a lançar e projetar artistas baianos. Em que momento vocês perceberam que aquilo havia deixado de ser apenas Carnaval e se transformado em uma indústria cultural?
O processo aconteceu naturalmente. Os blocos perceberam que, melhorando os equipamentos, o som e a estrutura dos trios, valorizariam suas bandas e ofereceriam ao público um produto melhor. A cada ano havia novos estudos e investimentos para transformar os trios em palcos mais sofisticados.
Com melhor qualidade, o público passou a perceber plenamente o talento dos artistas baianos. Primeiro veio o reconhecimento das ruas; depois, das rádios; em seguida, das gravadoras e do show business nacional. As festas dos blocos, realizadas de setembro ao Carnaval nos grandes clubes de Salvador, já atraíam multidões e mostravam que algo maior estava surgindo.
O axé music nasceu dentro dos blocos. Eles deram palco, estrutura e visibilidade aos artistas, permitindo que a música da Bahia conquistasse o Brasil e depois o mundo. No começo não tínhamos dimensão completa desse movimento, mas a resposta do público e o interesse das rádios e gravadoras logo deixaram claro que estávamos ajudando a mudar a música e a imagem da Bahia.
Ao completar 50 anos de profissão, qual foi a decisão mais importante da sua trajetória? Entre as conquistas na educação e no Carnaval, o que mais lhe dá orgulho e como gostaria de ser lembrado pelos antigos alunos, professores, sócios, amigos e pela família?
A decisão mais importante foi escolher a educação. A engenharia química foi valiosa para minha formação, mas a sala de aula definiu minha identidade profissional e abriu o caminho para a gestão, para a sociedade no Sartre e para os projetos que vieram depois.
Tenho orgulho dos alunos que ajudei a formar, das instituições que construímos e do Camaleão, que atravessou gerações.
Mas a maior conquista talvez sejam as relações preservadas. Nada foi feito sozinho. Tive sócios leais e corretos, que dividiram trabalho, riscos e sucessos; incluo de maneira especial meu amigo Bell Marques, parceiro histórico dessa caminhada.
Também sou profundamente grato à minha esposa, às minhas filhas e ao meu filho, pela compreensão diante de tantas horas dedicadas ao trabalho. Gostaria de ser lembrado como um trabalhador incansável, mas que viveu tudo com energia e alegria. Não sinto que falte uma grande realização pessoal.
Quero continuar contribuindo, formando novas lideranças e ajudando a garantir que esses projetos preservem seus valores e façam diferença mesmo quando já não dependerem diretamente de mim.
Mudando de assunto, queria falar de Guarajuba, local com o qual o senhor tem uma relação antiga e que passou por uma série de transformações ao longo das últimas décadas, consolidando-se como um dos principais destinos do Litoral Norte. Como o senhor acompanhou esse processo de perto?
Minha ligação com Guarajuba é muito antiga. Começou em 1982, quando meus pais decidiram construir ali uma casa de veraneio. Éramos seis filhos, além de meu pai e minha mãe, e a ideia era justamente ter uma casa grande, coletiva, onde toda a família pudesse se reunir e compartilhar os verões, os encontros e os bons momentos. Aquela escolha acabou criando em todos nós uma ligação muito forte com Guarajuba — uma ligação que atravessou o tempo e chegou às novas gerações.
Hoje, tenho a grata satisfação de manter minha casa ali, e duas de minhas filhas também escolheram Guarajuba para ter as suas. Portanto, aquela casa construída em 1982 deu origem, de certa forma, a três famílias que hoje permanecem ligadas ao mesmo lugar.
Ao longo dos anos, também passamos a integrar um grupo de pessoas que pensa Guarajuba, participa de sua organização e contribui para a condução dos destinos do condomínio. Esse trabalho coletivo ajudou a transformar o lugar em uma referência para todo o Litoral Norte da Bahia.
Um dos maiores símbolos dessa conquista foi o reconhecimento de nossa praia com a Bandeira Azul, sendo pioneira no Litoral Norte baiano. Uma honra que não aconteceu por acaso: é fruto do cuidado, do compromisso e, sobretudo, do amor que esse grupo nutre por Guarajuba e por todos os seus encantos.
Para mim, Guarajuba é muito mais do que uma praia ou um lugar de veraneio. É parte da história da minha família, uma herança afetiva que começou com meus pais e que hoje continua viva em nossos filhos e netos.
Depois de 50 anos educando pessoas, formando equipes, construindo empresas e ajudando a criar um movimento cultural, qual é, afinal, a principal lição que a vida lhe ensinou?
A principal lição é que nenhuma conquista importante acontece de maneira rápida ou individual. As coisas são construídas lentamente, com trabalho, paciência, perseverança e pessoas. Aprendi que é preciso prestar um bom serviço antes de esperar reconhecimento.
Você faz sua tarefa com seriedade, amor e dedicação, procurando entregar sempre algo melhor; o resultado e a recompensa vêm como consequência. E é fundamental ter paciência: as grandes conquistas se formam pela soma de pequenas vitórias, escolhas e relações de confiança. Também precisamos desfrutar a caminhada.
Não podemos passar a vida esperando apenas o grande sucesso do futuro. É preciso viver cada etapa, cada encontro e cada aprendizado. No final, o que permanece não é somente aquilo que construímos, mas as pessoas com quem construímos e a maneira como vivemos essa construção.
Raio-X
Aloysio Adolfo Borges Nery nasceu em Jequié, em 1955, e mudou-se para Salvador aos 12 anos, com o objetivo de dar continuidade à sua formação. Sua trajetória como professor começou cedo, aos 19 anos.
Lecionou em importantes instituições de Salvador e, em 1982, passou a dedicar-se exclusivamente ao Colégio Sartre. Também foi professor da Ufba, onde atuou no Instituto de Química.
Em 1978, participou da fundação do bloco Camaleão e, em 1992, tornou-se sócio do Colégio Sartre, iniciando uma nova fase da carreira, também como gestor educacional. Em 2004, associou-se ao empresário Chaim Zaher e passou a integrar o Grupo SEB, um dos maiores grupos de educação do país.


