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INDICAÇÃO AO STF

Alcolumbre contraria Wagner e marca sabatina de Messias para dezembro

Indicado precisa passar por sabatina na CCJ e ter o nome confirmado no Plenário

Anderson Ramos
Por
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e o presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA) ao fundo.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e o presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA) ao fundo. - Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) anunciou nesta terça-feira, 25, que marcou para o dia 10 de dezembro a sabatina do advogado-geral da União, Jorge Messias. Ele foi indicado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para ocupar o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) no lugar de Luís Roberto Barroso.

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O indicado precisa passar por sabatina na CCJ e ter o nome confirmado no Plenário, com maioria absoluta de votos, ou seja, aprovação de 41 senadores.

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O presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD) disse que a leitura da mensagem da indicação de Messias será lida no próximo dia 3, quando será concedida vista coletiva. O senador Weverton (PDT-MA) será o relator da indicação. De acordo com Otto, se o nome for aprovado na CCJ, será encaminhado imediatamente ao Plenário.

Contrariedade

Na ocasião, Davi Alcolumbre fez questão de destacar que soube da indicação de Messias pela imprensa, no feriado do Dia da Consciência Negra, dia 20, quando estava no Amapá, fato que teria irritado ele.

Segundo o presidente do Senado, logo na segunda-feira, 24, ele conversou com Otto e outros líderes partidários para acertar o calendário da sabatina de Messias.

“Temos um período curto. Foi uma construção dentro da viabilidade da comissão. Estabelecemos a data, e é importante avisar com antecedência os colegas senadores, pois é a votação de uma autoridade relevante, que precisa da presença dos senadores, com sua digital e seu voto nominal e secreto, na comissão e no Plenário”, concluiu Davi.

A data vai de encontro ao que previa o líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT). O ex-governador da Bahia disse em entrevista à Globonews, que não haveria tempo hábil para realizar a sabatina neste e que o mais provável seria fazê-la em 2026.

Wagner admitiu que há um clima ruim na Casa e sugeriu que a votação pudesse acontecer num momento mais oportuno para o governo. "Há uma tensão muito grande, eu acho que tem que esperar um pouco, esfriar um pouco essa tensão", avaliou.

Apesar do alegado mal-estar, Wagner disse que a relação com Alcolumbre sempre foi a melhor possível e que tem profundo apreço também por Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que era o nome apoiado pelo presidente do Senado, mas que foi preterido para a vaga.

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Davi Alcolumbre Jorge Messias sabatina supremo tribunal federal

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