PANOS QUENTES
Bruno Reis abre o jogo sobre atrito entre PSDB e Sheila Lemos em Conquista
Gestor argumentou que aumento da temperatura política é natural com proximidade do período eleitoral



O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), buscou colocar panos quentes na recente troca de farpas entre lideranças da oposição no sudoeste baiano.
O gestor soteropolitano comentou as declarações do deputado federal e presidente estadual do PSDB, Adolfo Viana, que chamou a prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos (União Brasil), de "covarde" após mudanças de alianças políticas locais.
Ao avaliar a situação, Bruno Reis argumentou que o aumento da temperatura política é natural com a proximidade do período eleitoral, principalmente em municípios de grande relevância estratégica como Vitória da Conquista.
"Nosso grupo é muito grande. E em alguns municípios é assim, sobretudo com a dimensão que tem Vitória da Conquista. Essas disputas locais que se aproximam da reta final, a temperatura sobe, mas estamos unidos no projeto, pois o propósito é derrotar o PT na Bahia", declarou o prefeito.
Estopim da crise na oposição
O clima político na terceira maior cidade do estado esquentou após Adolfo Viana subir o tom publicamente contra Sheila Lemos durante uma agenda partidária.
O descontentamento tucano tem como pano de fundo a decisão da prefeita em bancar a pré-candidatura do próprio marido, Walter Alves, a uma cadeira na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA).
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A movimentação de Sheila rompeu a aliança com o deputado estadual Tiago Correia (PSDB), que busca a reeleição e mantinha base consolidada no município com o apoio prévio da gestão municipal.
Diante do rompimento, a direção do PSDB já articula a criação de um novo polo político independente no sudoeste baiano, sem a interferência do grupo liderado pela prefeita.
Histórico de desgaste
O atrito recente é reflexo de uma relação que já vinha desgastada localmente. O ponto de inflexão anterior envolveu a troca partidária do vereador Diogo Azevedo, que deixou o União Brasil para se filiar ao PSDB.
A transição culminou na cassação do mandato do vereador pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) sob a acusação de infidelidade partidária.
O desfecho jurídico e político estremeceu de vez as pontes entre a ala tucana e o executivo conquistense, resultando na atual fratura exposta às vésperas do pleito.


