EMBATE
Crise no STF: Fachin cancela sessões após novo embate entre ministros
Presidente da Corte retirou de pauta julgamento sobre André Mendonça no caso Master



O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, cancelou a sessão extraordinária da Corte prevista para esta quinta-feira, 17, em meio a um novo embate público entre os ministros Gilmar Mendes e André Mendonça.
A assessoria do STF, no entanto, não informou o motivo oficial do cancelamento.
Esta é a terceira sessão plenária cancelada pela presidência do STF em duas semanas, período marcado pela crise envolvendo o Banco Master e os desdobramentos na Corte.
A sessão desta quinta-feira previa a análise de temas de impacto nacional nas áreas de saúde suplementar, tributação e proteção de dados na internet.
Entre os assuntos que seriam discutidos estavam os reajustes de planos de saúde para idosos, a tributação de incentivos fiscais concedidos pelos estados e os limites para o acesso de autoridades de investigação a dados de usuários.
Julgamento sobre Mendonça no caso Master também é adiado
Fachin também retirou de pauta o julgamento que analisaria a atuação do ministro André Mendonça em apurações relacionadas ao Banco Master. A sessão estava prevista para ocorrer em 23 de setembro.
Na terça, 15, o tribunal discutiu questões sobre a condução de investigações que envolvem os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes, mas não chegou a uma conclusão após um pedido de vista do ministro Flávio Dino.
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Confusão nas redes sociais
Gilmar usou as redes sociais para criticar duramente Mendonça por levantar o sigilo do relatório da Polícia Federal (PF) que mostra uma possível ligação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Na publicação, o decano afirmou que Gonet tem “reputação ilibada e vida pública de lisura insuspeita”, mas que sua honra teria sido “injustamente manchada” pela divulgação de conversas que, segundo ele, não indicariam nenhuma conduta ilícita.
Mendonça, por sua vez, afirmou que o próprio Gilmar havia pedido a publicidade dos autos e criticou o que chamou de “verborragia”, que, segundo ele, prejudica a imagem do STF.


