POLÍTICA
Queda de Bolsonaro: Nikolas Ferreira leva caso ao presidente do STF
Deputado oficiou Fachin após Moraes negar ida de Bolsonaro a hospital

Por Ane Catarine

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou na noite de terça-feira, 6, que oficiou o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, para que acompanhe de perto as decisões da Corte relacionadas às condições de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Em publicação na rede social X (antigo Twitter), o parlamentar explicou que tomou a iniciativa após o ministro Alexandre de Moraes negar o pedido da defesa de Bolsonaro para que ele fosse levado a um hospital a fim de realizar exames médicos depois de sofrer uma queda dentro da cela.
“Oficiei o presidente do STF para que acompanhe de perto as decisões relativas ao atendimento médico de Bolsonaro enquanto estiver sob custódia do Estado. Espero que o ministro Edson Fachin se sensibilize e tome as providências cabíveis”, escreveu.
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Nikolas também questionou a negativa para que Bolsonaro realizasse novos exames em um hospital particular e afirmou que o Judiciário concede tratamento privilegiado a criminosos.
“Sinceramente, qual o problema de um ex-presidente receber os cuidados devidos em um hospital? Só queremos o tratamento que a Justiça deste país dá para traficantes. Estamos na mão de um psicopata”, disparou.
Bolsonaro passou mal na terça-feira, caiu e bateu a cabeça na cela especial onde cumpre pena de prisão na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
A informação foi divulgada pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e confirmada pelo médico do ex-presidente.
Na decisão que negou a ida de Bolsonaro ao hospital, Alexandre de Moraes afirmou que não há motivos aparentes para a transferência e que os procedimentos médicos podem ser realizados no próprio sistema penitenciário.
Traumatismo craniano leve
Segundo a defesa, o pedido assinado pelo médico Brasil Ramos Caiado descreve Bolsonaro com “quadro clínico compatível com traumatismo craniano, síncope noturna associada à queda, crise convulsiva a esclarecer, oscilação transitória de memória e lesão cortante na região temporal direita”.
O acidente ocorreu seis dias após o ex-presidente receber alta hospitalar, depois de passar por procedimentos médicos para tratar uma hérnia e um quadro persistente de soluços.
Diante da situação, Nikolas Ferreira classificou ainda como “estarrecedora” a decisão de Moraes de negar a realização de exames em um hospital particular.
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