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Wagner pede foco na votação da 6x1 e diz que PL quer fim da proposta
Líder do governo critica PL e compara resistência a medidas históricas como criação da CLT



O senador Jaques Wagner (PT-BA) fez um apelo público para que os eleitores acompanhem com atenção o posicionamento dos parlamentares na votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe o fim da jornada de trabalho no modelo 6x1. A matéria está na pauta de deliberação desta quarta-feira, 2, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal.
Em entrevista concedida à Rádio Líder FM, de Camaçari, o parlamentar baiano direcionou críticas diretas à bancada do Partido Liberal (PL), legenda vinculada ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
“O PL pode até tentar disfarçar as intenções, mas atua concretamente contra a diminuição da escala 6x1. O cidadão precisa identificar claramente quem vai votar para derrubar uma proposta que traz alívio ao trabalhador e garante mais tempo para a vida pessoal”, declarou o líder governista.
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Padrão histórico
De acordo com a avaliação de Wagner, o rechaço da oposição a direitos trabalhistas não é um fenômeno novo, mas o reflexo de um comportamento secular das elites econômicas brasileiras.
O senador resgatou precedentes históricos para fundamentar a tese: “Toda vez que apresentamos medidas em benefício de quem produz e sustenta o país, surgem vozes alarmistas prevendo a ruína da economia. Ocorreu quando Getúlio Vargas criou a CLT e o salário mínimo, e repetiu-se com o presidente Lula ao implantar a valorização real do salário mínimo. A história apenas se repete.”
Estratégia de tramitação
Engajado na aprovação do texto ainda nesta semana, o senador afirmou que o crivo da CCJ vai funcionar como um teste de compromisso público dos congressistas com a classe trabalhadora.
Para agilizar o trâmite legislativo e permitir o envio célere ao Plenário, o relator da matéria, senador Omar Aziz (PSD-AM), decidiu manter o parecer idêntico ao texto aprovado anteriormente, evitando que a proposta precise retornar para nova apreciação na Câmara dos Deputados.


