DESEMPENHO HISTÓRICO
Turismo fatura R$ 25,5 bilhões em julho e Bahia lidera crescimento
Estudo da FecomercioSP aponta salto de 18,7% na receita baiana e faturamento histórico nacional


O setor de Turismo no Brasil movimentou R$ 25,5 bilhões em julho, atingindo o maior valor já registrado para o mês em toda a série histórica. O montante representa um crescimento de 2,6% na comparação com julho do ano anterior, segundo dados da Pesquisa do Faturamento do Turismo Nacional, elaborada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).
No acumulado de janeiro a julho de 2026, o faturamento do setor alcançou R$ 168,8 bilhões, uma alta de 3,4% em relação ao mesmo período do ano passado — também o maior nível histórico para o intervalo. O faturamento anual do Turismo brasileiro caminha para se aproximar de R$ 300 bilhões até o fim do ano.
Bahia lidera expansão do turismo com alta de 18,7%
Na análise regional (que desconsidera o transporte aéreo), o faturamento atingiu R$ 17,4 bilhões em julho, registrando alta de 2,4%. Dos estados pesquisados, 17 apresentaram avanço na receita e 10 registraram queda.
A Bahia foi o grande destaque nacional, apresentando a maior variação percentual entre os estados de receita mais expressiva no País. O turismo baiano saltou 18,7% em julho, alcançando um faturamento de R$ 759 milhões. Em seguida, o Rio Grande do Norte cresceu 16,3% (R$ 141 milhões) e o Amapá avançou 12,4%.
São Paulo manteve a liderança em volume absoluto, movimentando R$ 7 bilhões (cerca de 40% do total do País) e crescendo 2,6%, impulsionado pelo turismo de negócios e grandes eventos corporativos. No campo negativo, as maiores retratadas ocorreram no Mato Grosso do Sul (-8,6%), Tocantins (-7,7%), Ceará (-6,9%) e Pernambuco (-6,7%).
Passagens aéreas caem e volume de passageiros garante alta
O transporte aéreo permaneceu como a atividade de maior peso econômico no Turismo, movimentando R$ 8,1 bilhões em julho — uma alta de 3% no comparativo anual. O desempenho foi sustentado pela recuperação da demanda doméstica, que cresceu 4% no mês, impulsionando a alta de 2,4% no volume de passageiros transportados.
Diferente de períodos anteriores, o faturamento da aviação não cresceu por aumento de preços. A tarifa média das passagens caiu para R$ 703 (contra R$ 742 em julho de 2025). Segundo a FecomercioSP, as companhias aéreas absorveram parte da alta superior a 50% no preço do Querosene de Aviação (QAV) ao longo de um ano, evitando o repasse integral do custo ao consumidor final para preservar o fluxo de viajantes.
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Alimentação e locação crescem, enquanto hospedagem retrai
A alimentação voltada ao turismo apresentou o desempenho mais estável e consistente do mercado, faturando R$ 3,9 bilhões em julho (+6,5%). A desaceleração da inflação de alimentos ajudou bares e restaurantes a manterem preços competitivos nas áreas turísticas.
Outros segmentos também se recuperaram no mês:
- Locação de veículos: Voltou ao campo positivo com alta de 2% (R$ 2,9 bilhões);
- Transporte rodoviário: Faturou R$ 1,8 bilhão (+4,9%);
- Transporte aquaviário: Cresceu 6,9% (R$ 778 milhões);
- Atividades culturais e esportivas: Avançaram 1,6% (R$ 709 milhões);
- Agências de viagens: Faturaram R$ 1,7 bilhão (+2,3%).
Por outro lado, o setor de hospedagem registrou queda de 1,4% no faturamento, somando R$ 5,6 bilhões. Embora os grandes hotéis tenham registrado alta na diária média (+5,3%), estabelecimentos de menor porte como pousadas, hostels e hotéis independentes sentiram com mais intensidade o orçamento familiar apertado pelo crédito caro e pela inadimplência.


