Busca interna do iBahia
HOME > colunistas > LEVI VASCONCELOS

LEVI VASCONCELOS

De agora até o voto, só os debates podem mudar tendências. Ou não

Pesquisas e debates podem mudar o jogo entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ)

Levi Vasconcelos, com colaboração de Marcos Freitas
Por Levi Vasconcelos, com colaboração de Marcos Freitas
Hora do voto: título de eleitor
Hora do voto: título de eleitor - Foto: Clara Pessoa | Ag. A TARDE

Qual é o seu prognóstico para a disputa do 2º turno entre Lula e Flávio? A pergunta aí vem de Dimas Mendes, lá dá Ribeira. E a resposta é caceteira: Flávio largou como favorito, mas ninguém pode cantar vitória porque é jogo trincado.

Se no primeiro turno todas as pesquisas apontavam a vitória de Lula apertada e mais pró-Flávio no segundo, o triunfo, óbvio que ele vencendo no primeiro como ocorreu, o deixa numa posição mais confortável.

Tudo sobre Levi Vasconcelos em primeira mão! Compartilhar no Whatsapp Entre no canal do WhatsApp.

Pondere-se que no 1º turno em todos os cantos do Brasil as urnas formaram filas quilométricas. Entende-se, eram seis votos, presidente, governador, dois senadores, deputados estadual e federal, agora são só dois, em tese, uma votação bem mais fácil.

Desafio maior – Isso muda alguma coisa? O pessoal de Lula acha que sim. Mas tudo indica que, se algo de novo vai acontecer, é com os debates televisivos. Antes, todos faziam, agora só a Band, já que a Globo, cancelou no 1º turno e agora só vai fazer entrevistas.

O fato objetivo é que o bolsonarismo nasceu e cresceu em cima do anti-Lula. Entende-se, o presidente já está no terceiro mandato e vai tentar o quarto. Politicamente é o velho, e Flávio um velho conhecido com roupagem do novo.

Lula já está na história como o único a exercer três mandatos presidenciais. Busca a suprema glória e conquistar o quarto, enquanto Flávio pinta na história como o bolsonarismo de cara nova. Flávio larga como favorito, mas jogo importa como termina.

Leia Também:

LEVI VASCONCELOS

Xenofobia contra nordestinos, uma indecência que vem de longe
Xenofobia contra nordestinos, uma indecência que vem de longe imagem

LEVI VASCONCELOS

Pesquisas presidenciais erraram 1º turno. Agora é bem mais fácil
Pesquisas presidenciais erraram 1º turno. Agora é bem mais fácil imagem

LEVI VASCONCELOS

Na Alba, o número de deputadas é o mesmo, mas no PSD são maioria
Na Alba, o número de deputadas é o mesmo, mas no PSD são maioria imagem

Arthur Maia diz que na política o jogo mudou. Valem as redes

Com 38 anos de estrada, iniciada em 1988 quando se elegeu vereador em Guanambi, depois deputado estadual, na sequência prefeito de Bom Jesus da Lapa, mais dois de deputado estadual, este ano o advogado Arthur de Oliveira Maia da Silva, o Arthur Maia, tentou o quarto mandato de deputado federal e, embora tenha obtido mais de 103 mil votos, perdeu.

Ficou atrás de outros candidatos que nos espaços tradicionais ganharam visibilidade por meio das redes com vídeos xingando o governo.

“Fiquei velho na política. A minha forma de fazer política envelheceu. Esse negócio de entregar obras, emendas para fazer asfalto, irrigação, escola e hospital não tem mais valor. E não foi levado em conta nessa eleição”, avalia Maia.

Ele está na 1º suplência e agora aguarda o desdobramento do 2º turno presidencial para ver como fica.

Uma embolada em Olindina

Diz Ivanilson Góis que Adriana Enfermeira (PSD), candidata a deputada federal, não foi apoiada por ninguém e obteve 730 votos. Se diz que ela foi beneficiária de uma confusão feita por eleitores na hora de votar.

O número do estadual Alex da Piatã (PSD), apoiado pelo prefeito Luiz Alberto (PSD), que teve 6.119 votos, foi 55000, já o dela 5500. Ou seja, votaram nela pensando que estavam votando nele.

Jair Cesarino, o que fincou pé com Pelé em busca da glória

Feira de Santana perdeu no início do ano Itajaí Pedra Branca e no último sábado Jair Cesarino,76 anos. A dupla botou a crônica esportiva feirense no topo do planeta, com direito a cobertura de Copas do Mundo nos áureos tempos do futebol brasileiro.

Jair sempre carregava na bagagem uma foto dele entrevistando Pelé. Dizia que para ele aquilo era uma relíquia pessoal e intransferível:

– Rei é rei, amigo, e não é todo mundo que abraça um rei, mesmo que seja o do futebol.

Figura muito querida entre jornalistas e líderes feirenses, nos últimos tempos andou retraído, deprimido. E nessa o encontramos. “E cadê Pelé, Jair?”.

– Lhe garanto que muito bem guardado.

REGISTROS

Dobrada bolsonarista

A julgar pelo número de municípios em que Jair Bolsonaro venceu, em 2022, na Bahia e Flávio agora, o bolsonarismo dobrou. Antes, Luiz Eduardo Magalhães e Buerarema, agora os dois aí mais Itamaraju e Teixeira de Freitas.

Belitardo derrotado

Aliás, Teixeira de Freitas é governada pelo prefeito Marcelo Belitardo (UB), que apoiou Jerônimo. Além das vitórias de Flávio e ACM Neto, também não conseguiu eleger a mulher, Penélope, como deputada estadual.

Meia volta

O padre Diego Reis, de Eunápolis, virou sensação nas redes do extremo sul. Bolsonarista, ele cancelou o evento Jesus na Praça das Eleições, que aconteceria dia 22 na Praça Frei Calixto: ‘Deus nos perdoe, mas não dá para misturar religião e política’.

Paulo Freitas

O Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB) abre as portas para a exposição do artista plástico Paulo Freitas, que lá fica até 28 de dezembro, com a exposição Forma, Movimento & Cor. A amostra é uma realização da Academia de Letras e Arte de Salvador, com a curadoria de Waldimário Beltrão.

Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Google Noticias Siga o A TARDE no Google Noticias

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no Email

Tags

coluna levi vasconcelos eleições Política

Relacionadas

Mais lidas