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LEVI VASCONCELOS

Na Alba, o número de deputadas é o mesmo, mas no PSD são maioria

Representação feminina na Assembleia permanece a mesma, com 10 deputadas

Levi Vasconcelos, com colaboração de Marcos Freitas
Por Levi Vasconcelos, com colaboração de Marcos Freitas
Plenário da ALBA
Plenário da ALBA - Foto: Uendel Galter | Ag. A TARDE

A representação das mulheres na Assembleia não cresceu e nem diminuiu, está na mesma. Entre os 63 são 10, com o detalhe que cinco delas são estreantes no parlamento.

Ivana Bastos (PSD), Cláudia Oliveira (PSD), Ludmilla Fiscina (PSD), Neusa Cadore (PT) e Fátima Nunes (PT) se reelegeram. Kátia Oliveira (UB) e Jusmari Oliveira (PSD) perderam, Maria Del Carmem (PT) e Soane Galvão (Avante) desistiram, e Olívia Santana (PCdoB) se elegeu deputada federal.

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Em compensação, Rowenna Brito (PT), Denise Menezes (PSD), Cinthya Marabá (UB), Vilma Reis (PT) e Andrea Castro (PSD) assumem as vagas. No conjunto, a representação de 10 é um número recorde na Alba quando o assunto é bancada feminina.

Maioria – Mas a deputada Ivana Bastos, a primeira mulher a dirigir a Alba em 195 anos de história, vê um ganho adicional. A bancada do PSD, o partido dela, tinha oito deputados e agora tem nove, com um detalhe, deles, cinco, a maioria, são mulheres.

E Ivana estrila:

– No meu partido quem manda são as mulheres.

Ivana, deputada mais votada do Nordeste, Norte e Centro-Oeste do Brasil, com mais de 203 mil votos, não escondeu, na coletiva de ontem, os propósitos imediatos.

Primeiro, mergulhar na campanha presidencial para tentar salvar Lula, que está enfrentando Flávio Bolsonaro no 2º turno. Depois, mergulhar noutra campanha presidencial, a dela na Alba:

– Vou, sim. Acho que ainda temos contribuições a dar.

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Robinho, o nome da derrota no extremo sul, em Viçosa e Mucuri

Mineiro de Nanuque, pecuarista no Pará, mas radicado no extremo sul da Bahia, mais especificamente em Nova Viçosa, Carlos Robson Rodrigues da Silva, o Robinho (UB), no terceiro mandato de deputado estadual quis mudar para Brasília, mas não deu, coisa que rendeu lamentos também na Alba.

Nova Viçosa e o vizinho Mucuri foram os únicos municípios do extremo sul da Bahia em que ACM Neto derrotou Jerônimo, onde também Robinho foi o mais votado, mas fora disso não foi bem assim.

Aliás, ele é marido da prefeita de Nova Viçosa, Luciana Machado (UB), já no segundo mandato, que chegou a entrar em polêmica com uma influenciadora por ter dito que Robinho podia ter tido mais do que os 11.637 votos lá.

Mas ela sintetizou o sentimento familiar:

– É claro que o resultado não foi o que desejávamos.

CCJ, o desafio de Robinson

Presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Alba, o deputado Robinson Almeida (PT) diz ter 30 projetos aguardando apreciação antes do recesso, em dezembro, mas ele tem outros problemas: três dos nove membros não se reelegeram, Matheus Ferreira (MDB), Felipe Duarte (Avante) e Vítor Bonfim (PSB).

E ainda tem Luciano Ribeiro (UB), que não foi candidato, e Fabíola Mansur (PV), que está fora desde o início do ano.

Adolfo Menezes está sem pressa para assumir o TCM

O deputado Adolfo Menezes (PSD) virou caso único na história da Bahia. Ele foi aprovado em 25 de maio como sucessor de Chico Neto, conselheiro do TCM, cuja vaga ainda ficaria disponível em 6 de agosto. Decidiu apoiar a esposa, Denise Menezes (PSD), como candidata a estadual, e a elegeu, mas só deve assumir o TCM em dezembro ou janeiro, quando o 2º turno presidencial já estará resolvido.

Na Alba, onde andou esta semana, tem sido discreto. Falou da renovação na Casa, dizendo que foi tudo dentro do normal, e também da campanha da esposa:

– Foi muito difícil, mas conseguimos, é o que importa.

REGISTROS

Questão de Boca

Campo Formoso, onde a briga política se configura com os grupos Boca Branca, liderado pelo deputado federal Elmar Nascimento (UB), e Boca Preta, do ainda deputado estadual Adolfo Menezes (PSD), ganhou ingrediente esculhambativo nas redes, após a polícia descobrir 22 mil pés de maconha no povoado de Lagoa Branca. Se diz que tinha Boca Branca, Boca Preta, e agora também Boca de Fumo.

Efeito Cocá

O vereador Marcinho Oliveira (SD), de Jequié, que integrava a base de Zé Cocá (PP), o prefeito que renunciou para ser vice de ACM Neto, também ficou na base do novo prefeito, Flavinho Santana (UB), mas na hora da eleição apoiou Jerônimo. Os indicados por ele na prefeitura foram demitidos e ele disse que “faz parte”.

Talvez nepotismo

O Ministério Público recomendou ao prefeito de Barra do Rocha, José Luiz Franco Ramos Costa (PDT), o Dr. José Luiz, a exoneração da secretária de Ação e Desenvolvimento Social, Vanessa Sampaio Fonseca. A questão: o prefeito e ela mantêm uma união estável que pode, segundo alguns, se configurar como nepotismo.

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Alba Assembleia Legislativa da Bahia coluna levi vasconcelos Política

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