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Pesquisas presidenciais erraram 1º turno. Agora é bem mais fácil

Entenda por que os institutos erraram a reta final da disputa à Presidência

Levi Vasconelos, com colaboração de Marcos Freitas
Por Levi Vasconelos, com colaboração de Marcos Freitas
| Atualizada em
Pesquisas erraram o resultado das urnas
Pesquisas erraram o resultado das urnas - Foto: Imagem gerada com auxílio da IA

Dirigentes de institutos de pesquisa não gostam de associar intenções de voto com o voto propriamente dito. Quando o presidente do TSE, Kássio Nunes Marques, propôs dar um selo a quem mais se aproximasse do resultado das urnas, caíram fora gritando não é bem assim.

Claro que uma coisa é intenção de voto, outra é o voto, mas, gostem ou não, amealha mais credibilidade o que mais se aproxima dos resultados e, olhando por aí, vê-se que no 1º turno da eleição presidencial eles erraram. Todos davam Lula um pouco na frente, trincando no 2º turno.

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Já que é inimaginável todos errando ao mesmo tempo, o que houve, afinal de contas? Dirigentes de institutos e analistas dizem que alguns fatores contribuíram, como a onda bolsonarista na reta de chegada, alto índice de indecisos, abstenção e por aí, mas a explicação ainda não está satisfatória.

Na Bahia – Datafolha, Quaest e AtlasIntel registraram a tendência de crescimento dos nomes da direita, mas não mensuraram o tamanho disso, e resulta que 2026, no 1º turno, construiu-se uma situação fora de tom, e sem má-fé.

E será que na Bahia os institutos foram no mesmo tom? Até uma semana antes das eleições, todos apontavam ACM Neto em primeiro, Rui Costa e Jaques Wagner liderando para o Senado, seguidos por João Roma e Angelo Coronel. O AtlasIntel, que na reta de chegada previu a vitória de Jerônimo no 1º turno, uma semana antes também deu isso. É um indicativo de que na chegada muita coisa muda.

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Partidos que cresceram querem mais espaço na mesa da Alba

Em 2022 o PL, partido de Bolsonaro, elegeu quatro deputados estaduais, mas, na prática, só dois, Diego Castro e Leandro de Jesus. Os outros dois, Vítor Azevedo e Raimundinho da Jr, sempre foram governistas.

Este ano, o partido tem sete. Samuel Júnior, um deles, que é o primeiro secretário da mesa diretora, reeleito para o quarto mandato com apoio de 2.500 pastores da Assembleia de Deus, diz achar justo manter o posto.

Mas outros partidos também cresceram, como o PT, que pulou de nove para 14, e o Avante, que saltou de um para cinco. Já o União Brasil de ACM Neto, caiu de oito para cinco; o PCdoB, de quatro para três; o PV, de dois para um.

Assim que a poeira do 2º turno presidencial assentar, os deputados vão sentar para rearrumar a casa. Até porque, o mix de opções é grande, e isso significa cargos de um modo geral.

Martagão na pauta da Alba

A Comissão da Mulher na Alba vai se reunir, quarta, tendo em pauta a difícil situação do Hospital Martagão Gesteira, especializado em atendimento a crianças com câncer.

Por conta da defasagem na tabela do SUS, o Martagão vive no vermelho, acumulando déficits que chegam a R$ 25 milhões.

A presidente da Comissão é Soane Galvão (Avante), que não disputou a reeleição.

Em Ilhéus, não se sabe bem o ganhador, só o perdedor

Ficou difícil saber quem levou a melhor nas urnas de Ilhéus. O prefeito Valderico Júnior (UB) apostou tudo na vitória de ACM Neto e até ganhou lá, de 53.402 (56,15%) a 41.064 (43,18%), mas, no geral, perdeu. Adélia Pinheiro (PT), que em 2024 disputou a prefeitura, teve 19.977 votos para deputada federal, mas não se elegeu. E, se os vitoriosos são pela metade, há um grande derrotado.

É o ex-prefeito Mário Alexandre (Avante). Candidato a deputado estadual, teve 7.461 votos, atrás de Pedro Tavares (UB), apoiado por Valderico, que teve 10.794 votos.

Pedro, que é filho da terra, pela primeira vez foi o mais votado, enquanto Marão, o grande derrotado.

POLÍTICA COM VATAPÁ

Questão de medo

Conta Carlos Santos, o grande garimpeiro das pérolas do folclore político potiguar, que na campanha para o governo do Rio Grande do Norte, em 1965, havia a segunda Cruzada da Esperança, uma alusão à candidatura de Aluízio Alves na disputa do governo em 1960, quando ele ganhou bonito, de lambuja.

Mossoró, segundo colégio eleitoral do estado, como nos demais pontos, também entrou em ebulição política.

O poeta popular de extrema alma crítica, Luiz Campos, é questionado sobre a recusa em apoiar Monsenhor Walfredo Gurgel, candidato do governador Aluízio Alves, e faz uma poesia para explicar a opção dele no jogo político:

Vou dizer por que não voto

Nesse Monsenhor Walfredo;

É que o partido de Aluízio

Tem uma mão mostrando o dedo.

E pobre só leva dedada.

Quando vê isso tem medo.

E gritou:

– Proteja o seu!

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Alba coluna levi vasconcelos Política

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