BANCO DO BRASIL
Hub de Sociobioeconomia do BB viabiliza R$ 3,2 milhões na região cacaueira
Dispositivo financeiro foca em sistemas agroflorestais e cabruca para estruturar produtores


Além da terra e dos insumos agrícolas, o acesso ao crédito e à assistência técnica viraram os mais novos recursos indispensáveis ao produtor rural. Grupos ligados à sustentabilidade e à preservação ambiental, portanto, ganharam ainda mais enfoque de entidades privadas e públicas na busca por aproximação a esses dispositivos.
Há cerca de um ano, o Banco do Brasil (BB) ampliou a atuação do Hub Financeiro em Bioeconomia com objetivo de aproximar a assistência a quem vive da terra, principalmente àqueles ligados a produções em povos e comunidades tradicionais, agricultura familiar e assentamentos da reforma agrária.
Em agosto de 2025, a Mata Atlântica do Sul e Baixo Sul da Bahia, territórios que se destacam pela cadeia produtiva do cacau, receberam o Hub de Sociobioeconomia do Banco do Brasil, sediado em Ilhéus.
Ao menos 2,8 mil pessoas foram impactadas em 30 municípios. Ao todo, o Hub alcançou 35 comunidades, com atendimento direto a 22 assentamentos da reforma agrária, 8 aldeias indígenas e 5 comunidades quilombolas.
“É uma frente que o Banco do Brasil deu há uns 2 anos de sociobioeconomia com o conceito de apoio à terra e das oportunidades que se tem com os produtos da biodiversidade e da preservação ambiental. Começamos há um ano no Sul da Bahia, onde pretendemos expandir para o restante do estado e do Nordeste, apoiando o produtor de cacau, povos e comunidades tradicionais”, disse José Ricardo Sasseron, Vice-presidente de Negócios com Governo e Sustentabilidade Empresarial do BB, em entrevista ao A TARDE Cast, podcast do Grupo A TARDE.

Como o Hub atua no campo
Além da Bahia, o Hub também está presente em Belém (PA) e Manaus (AM). A atuação desse dispositivo nestes territórios é uma forma de apoiar iniciativas e produtos da sociobiodiversidade característicos de cada região.
A atuação desse dispositivo financeiro nestes territórios, inclui:
- Visitas técnicas;
- Orientação financeira;
- Apoio à regularização documental; e
- Estruturação de operações de crédito rural voltadas à agricultura familiar, povos indígenas, comunidades quilombolas e famílias assentadas.
O trabalho é desenvolvido em parceria com instituições como Funai, Incra, Bahiater, CIAPRA e CDSLS, fortalecendo o acesso a políticas públicas, assistência técnica e crédito orientado.
Como resultado, já foram viabilizados mais de R$ 3,2 milhões em crédito rural, principalmente por meio das linhas do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar, o Pronaf A e Pronaf B, destinados ao fortalecimento da produção, geração de renda e desenvolvimento local.
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Segundo Sasseron, o modelo de assistência ao produtor rural é uma forma de dinamizar a economia e estruturar essas pessoas em suas atividades econômicas.
“Ao mesmo tempo em que apoiamos essa população, procuramos estruturar a cadeia produtiva negociando com grandes empresas que compram produtos dessas pessoas. O principal é chegarmos às comunidades porque existem muitas pessoas que nunca tiveram acesso ao crédito. E é nesse cenário que formamos agentes de crédito, junto com a Conexsus e o Instituto de Clima e Sociedade (iCS), captados dentro da própria comunidade de maneira que eles auxiliem o banco no fornecimento de crédito a essas pessoas”, continuou o vice-presidente de negócios.

Cacau e o financiamento à sustentabilidade
Na região cacaueira da Bahia, o Hub apoia a ampliação da produção de cacau em sistemas agroflorestais e no modelo cabruca, reconhecido por conciliar produção agrícola e conservação ambiental. A iniciativa também incentiva a diversificação produtiva com culturas como frutas, mandioca, hortaliças e mel, contribuindo para ampliar as fontes de renda das famílias rurais.
Entre os projetos em andamento está a estruturação de operações de crédito para expansão da produção de cacau orgânico no Assentamento Dois Riachões, em Ibirapitanga. Outro destaque é o trabalho de inclusão financeira e acesso ao crédito junto às comunidades indígenas da etnia Pataxó Hã Hã Hãe, na região de Porto Seguro, fortalecendo atividades produtivas sustentáveis e agregando valor à produção das aldeias.
Ao integrar crédito, assistência técnica e desenvolvimento territorial, o Hub de Sociobioeconomia reforça o compromisso do Banco do Brasil com a valorização dos povos e comunidades tradicionais, o fortalecimento da agricultura familiar e a promoção de um modelo de desenvolvimento sustentável baseado na preservação da Mata Atlântica.
Distribuição dos recursos do Plano Safra 2026/2027
Ainda como parte do plano de apoio à produção do agronegócio, o Banco do Brasil foi uma das instituições financeiras responsável por injetar R$ 210 bilhões para o financiamento do Plano Safra 2026/27.
O Plano Safra da Agricultura Familiar reúne medidas relacionadas ao crédito rural, seguro agrícola, assistência técnica e extensão rural (Ater), compras públicas e demais instrumentos destinados à agricultura familiar.

Do total, cerca de R$ 40 bilhões serão destinados a pequenos e médios produtores; R$ 170 bilhões à agricultura empresarial, contemplando operações de custeio, investimento, comercialização e industrialização; e R$ 25 bilhões em financiamentos para a cadeia de valor do agro.
Cerca de 7,2 milhões serão destinados ao estado da Bahia, com a distribuição da agricultura empresarial, mas também para os pequenos e médios produtores. De acordo com o superintendente de Varejo da Bahia do BB, Sinvaldo Vieira dos Santos, o valor investido no setor é mais uma comprovação de que o Banco do Brasil segue na missão de estreitar relações com o agronegócio.
“A gente tem uma missão para fazer no próximo Plano Safra de trabalhar um crédito consciente, de proximidade, de investir mais no dia a dia, nas visitas, no apoio, na assessoria financeira aos nossos produtores, para que o investimento aconteça, o custeio aconteça na medida certa, no tempo certo, com toda orientação necessária e com a nossa rede de apoio. O Banco do Brasil é o principal agente financeiro do agronegócio do país, e a gente tem toda a estrutura montada e instalada para fazer o melhor Plano Safra possível”, explicou o superintendente.


