BRASILEIRÃO 2026
21 técnicos já foram demitidos no Brasileirão 2026; confira lista
Jair Ventura, do Vitória, é o mais novo integrante da lista


Jair Ventura deixou o comando do Esporte Clube Vitória nesta segunda-feira, 2, dois dias depois de ser derrotado por 2 a 0 pelo Coritiba, em partida válida pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro. Com a demissão, o carioca integra o grupo de 21 treinadores desligados durante a edição do torneio em 2026.
Cinco clubes não trocaram de treinador em 2026
Dos 20 clubes que disputam a Série A do Brasileirão, apenas cinco não mudaram de treinador durante o ano. São eles:
- Palmeiras, com Abel Ferreira;
- Bahia, com Rogério Ceni;
- Athletico-PR, com Odair Hellmann;
- Red Bull Bragantino, com Vagner Mancini;
- Mirassol, com Rafael Guanaes.
Entre os cinco, o Mirassol é o único que briga contra o rebaixamento e não trocou de técnico.
Clubes apostaram em mais de um treinador durante a temporada
Enquanto algumas equipes mantiveram seus treinadores ao longo da competição, outras recorreram a mais de uma mudança no comando técnico. Seis clubes tiveram mais de uma demissão:
- Vasco: Fernando Diniz e Renato Gaúcho
- Remo: Juan Carlos Osorio e Léo Condé
- São Paulo: Hernán Crespo e Roger Machado
- Botafogo: Martín Anselmi e Franclim Carvalho
- Chapecoense: Gilmar Dal Pozzo e Fábio Matias
- Corinthians: Dorival Júnior e Fernando Diniz
Veja a lista de técnicos demitidos em 2026
O argentino Jorge Sampaoli, na época treinador do Atlético-MG, foi o responsável por puxar a fila. Ele foi demitido no dia 12 de fevereiro, após empate em 3 a 3 com o Remo, na Arena MRV, pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro. O técnico estava no clube desde setembro de 2025, quando conquistou o vice-campeonato da Sul-Americana.
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Dez dias depois, chegou a vez de Fernando Diniz ser demitido do Vasco, após derrota por 1 a 0 para o Fluminense, pelo jogo de ida da semifinal do Campeonato Carioca. No Brasileirão, o clube havia disputado três rodadas, com um empate e duas derrotas.
O colombiano Juan Carlos Osorio foi o terceiro demitido, deixando o comando do Remo em 1º de março, após perder o clássico para o Paysandu por 2 a 1, pelo primeiro jogo da final do Campeonato Paraense.
Detentor do título de campeão brasileiro de 2025, Filipe Luís, ex-técnico do Flamengo, foi demitido no dia 3 de março, após golear o Madureira por 8 a 0 pelo Cariocão. Pelo Brasileiro, o Rubro-Negro acumulava três jogos, com uma vitória, um empate e uma derrota.

Hernán Crespo estava no São Paulo desde junho de 2025 e foi demitido no dia 9 de março, após atritos com a diretoria. Na ocasião, chegou a afirmar que o clube brigaria pelos 45 pontos, pontuação considerada como corte para fugir do rebaixamento. Apesar do entrave, o treinador tinha um bom aproveitamento pelo Brasileirão, com três vitórias e um empate, chegando a liderar o campeonato.
Tite foi demitido do Cruzeiro no dia 15 de março, após empate em 3 a 3 com o Vasco, no Mineirão, pela sexta rodada. Ele deixou a Raposa após 17 jogos disputados, com oito vitórias, três empates e seis derrotas.
No Santos, Juan Vojvoda ajudou a salvar o time do rebaixamento em 2025, mas foi demitido no dia 19 de março, um dia após perder em casa por 2 a 1 para o Internacional, pela sétima rodada.
Um dos clubes que mais mudou de técnico na temporada, o Botafogo realizou sua primeira demissão no dia 22 de março, quando destituiu Martín Anselmi, após o clube vencer o Bragantino por 2 a 1, fora de casa, pela oitava rodada.
A Chapecoense foi a próxima da lista. Gilmar Dal Pozzo foi demitido após a goleada sofrida por 4 a 0 para o Atlético-MG, na Arena Condá, em 3 de abril, em jogo válido pela nona rodada do Brasileirão. Ele estava no clube catarinense desde agosto de 2024.
Dorival Júnior, campeão da Copa do Brasil em 2025 e da Supercopa em 2026, foi demitido do Corinthians no dia 5 de abril, após perder em casa para o Internacional por 1 a 0.
Novamente, o São Paulo virou assunto após demitir Roger Machado. A saída aconteceu depois de o time perder por 3 a 1 para o Juventude, no Alfredo Jaconi, e ser eliminado na quinta fase da Copa do Brasil. Durante o período, foram 17 partidas, com sete vitórias, quatro empates e seis derrotas.
Fábio Matias foi mais um que entrou na dança das trocas entre os times da segunda parte da tabela. Ele foi demitido da Chapecoense com menos de dois meses no cargo, após derrota para o Cruzeiro por 2 a 1, no Mineirão, pela 17ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Renato Gaúcho encerrou sua terceira passagem pelo Vasco durante a pausa da Copa do Mundo. Contratado após a demissão de Fernando Diniz, em março, ele fez 21 jogos no comando do clube. Foram nove vitórias, cinco empates e sete derrotas.
O Fluminense demitiu o argentino Luis Zubeldía depois de uma sequência de oito jogos sem vitória neste ano. Sua última partida pelo Tricolor foi no jogo de ida das oitavas de final da Libertadores, quando empatou sem gols com o Rivadavia.
Franclim Carvalho caiu do Botafogo após quatro meses de trabalho. Pesou na conta do treinador a goleada por 6 a 1 para o Cienciano, pelo jogo de ida das oitavas de final da Copa Sul-Americana. Na partida seguinte, pelo Brasileiro, perdeu por 1 a 0 para o Vitória.
Na segunda parte da tabela durante toda a temporada, Luís Castro foi demitido do comando do Grêmio após não conseguir vencer fora de casa. Na competição, acumulou 26 jogos, com sete vitórias, sete empates e 12 derrotas.
Em 19º lugar na tabela, o Remo demitiu Léo Condé após derrota para o Bahia, que confirmou a quarta derrota consecutiva do clube.
O uruguaio Paulo Pezzolano, contratado em dezembro de 2025, comandou o Internacional em 44 jogos em 2026, com 17 vitórias, 12 empates e 15 derrotas. Ele deixou o time gaúcho na 18ª colocação, com seis vitórias, dez empates e 12 derrotas no Brasileirão.
Fernando Diniz enfrentou a segunda demissão no dia 7 de outubro, quando deixou o Corinthians após sete derrotas seguidas no Brasileirão. O treinador deixou o Timão a um ponto da zona de rebaixamento.

Apesar de ter resistido durante grande parte do ano, Fernando Seabra foi demitido no final de outubro, após quase dois meses sem vencer um jogo. O último triunfo havia sido em 31 de agosto, em Belém, quando venceu o Remo por 3 a 2.
Jair Ventura fecha a lista, momentaneamente, como a demissão mais recente. Ele deixa o Leão da Barra com o título da Copa do Nordeste, conquistado após vencer o Fortaleza na final, e com o vice-campeonato baiano, após perder a decisão para o Bahia.


