PANORAMA
"Vitória de Jerônimo reflete foco em inclusão e direitos", diz Felipe Freitas
Secretário da Justiça cita avanços na Bahia e detalha diretrizes do cenário nacional do 2º turno



A vitória do governador Jerônimo Rodrigues (PT) no primeiro turno das eleições estaduais é o reflexo direto do reconhecimento da população a um projeto político focado na inclusão social e na garantia de direitos fundamentais. A avaliação é do secretário da Justiça e Direitos Humanos do Estado da Bahia, Felipe Freitas.
Para o titular da pasta, o resultado das urnas — que consagrou Jerônimo com mais de 55% dos votos válidos, superando as projeções das pesquisas eleitorais e abrindo uma vantagem superior a um milhão de votos — consolida duas décadas de transformações estruturais no estado.
"Os últimos 20 anos marcam uma verdadeira revolução em termos de garantia de cidadania para os baianos, em especial para os mais pobres. Um estado que antes dos governos do PT era marcado pela exclusão transformou-se em exemplo de políticas sociais e de desenvolvimento. O povo baiano sabe quem mais fez, faz e continuará fazendo por ele", declarou o secretário.
Balanço de entregas
Ao analisar a gestão recente, Felipe Freitas classificou como "fabulosos" os investimentos realizados no território baiano.
De acordo com Freitas, a mobilização dos eleitores em prol da reeleição de Jerônimo e da aliança com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva representou a defesa dessas conquistas frente ao cenário de retrocessos observado em anos anteriores no país.
Quais serão as prioridades para o 2º mandato?
Para o próximo mandato, o secretário apontou a consolidação das ações de prevenção à violência e a garantia de direitos em comunidades vulneráveis como eixos centrais de atuação da Secretaria da Justiça e Direitos Humanos (SJDH). A principal aposta da pasta é a consolidação e ampliação do programa Bahia pela Paz.
Freitas ressaltou que a estratégia estadual alinha-se ao debate nacional de fortalecimento do setor, exemplificado pela proposta de criação do Ministério da Segurança Pública e pela tramitação da PEC da Segurança Pública (PEC 18/2025).
"Estamos convencidos de que é estratégico centrar a atuação numa perspectiva ampliada de segurança pública, articulando o Executivo com o Tribunal de Justiça, Ministério Público, Defensoria Pública e Assembleia Legislativa. Precisamos combater o crime organizado de forma implacável, isolar as lideranças e fortalecer a inteligência, sem jamais desistir da juventude e das periferias", enfatizou.
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Mobilização no segundo turno nacional
Ao projetar o cenário do segundo turno da eleição presidencial, Felipe Freitas demonstrou otimismo e apontou que o período de campanha vai ser fundamental para comparar trajetórias e modelos de gestão.
Eixos estratégicos
- Apresentar o balanço dos mandatos do presidente Lula frente aos indicadores da gestão anterior, com foco em propostas para redução do custo de vida, combate ao endividamento das famílias e soberania nacional.
- Cobrar coerência dos adversários políticos regionais em relação aos alinhamentos e posicionamentos sobre o Nordeste.
- Apoio a pautas estruturantes como a revisão do modelo de jornada de trabalho (fim da escala 6x1), regulação de apostas virtuais (BETs) e fortalecimento do suporte a famílias atípicas e pessoas com autismo.
Por fim, Freitas destacou que a convergência entre os governos estadual e federal foi determinante para a viabilização de grandes projetos na Bahia, citando a atração da montadora BYD para o complexo industrial de Camaçari, os avanços nas obras do VLT e da Ponte Salvador-Itaparica, além da recomposição das políticas de proteção a minorias, povos indígenas e comunidades quilombolas.
"Não se faz política omitindo posicionamentos ou enganando a população. A parceria entre a Bahia e o Governo Federal é um projeto unificado em defesa da vida e do desenvolvimento social", finalizou.


